Em viagem à Ásia, ianques buscam isolar China e firmam pacto militar com Índia

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Da esquerda à direita: o secretário de Defesa ianque, Mark Esper, o secretário de Estado ianque, Mike Pompeo, e o Ministro da Defesa indiano, Rajnath Singh, em uma coletiva de imprensa conjunta em Nova Delhi, Índia. Foto: Associated Press 

Dois representantes do imperialismo ianque – o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o secretário de Defesa, Mark Esper – foram a Nova Délhi, Índia, para firmar um pacto militar de compartilhamento de dados sigilosos de satélites e mapas entre os dois países no dia 27 de outubro, com o objetivo principal de combater o que chamam de ameaças e avanços chineses. 

O acordo já vinha sendo discutido há mais de uma década, porém ele se concretiza agora em meio ao contexto de endurecimento das relações da Índia com a China, após violentos confrontos eclodirem entre forças militares indianas e chinesas na disputada fronteira do Himalaia, na região de Ladaque. Em junho, uma escalada entre ambas levou à morte 20 soldados indianos, e deixou muitos outros feridos dos dois lados. 

A região em disputa abrange uma fronteira de mais de 3,5 mil quilômetros de extensão entre os dois países, possui relevo montanhoso com mais de 4 mil metros de altura e picos de quase 8 mil metros. Além disso, a Índia também aparece preocupada com o fato de que seu rival regional, o Paquistão, com quem disputa a região separatista da Caxemira e Jammu, tem a China como seu principal parceiro militar. 

USA VISA A BLOQUEAR INFLUÊNCIA DA CHINA E EXPANDIR A SUA 

A ida à Índia faz parte de uma viagem a vários pontos na Ásia, em similaridade à uma turnê que o secretário de Estado ianque fez pela América do Sul recentemente. Pompeo e Esper também se encontraram com o primeiro-ministro do velho Estado indiano, Narendra Modi, e irão ainda ao Sri Lanka e às Maldivas, países onde a China recentemente construiu e financiou várias infraestruturas que preocupam o USA, e terminarão na Indonésia, nação que também tem demonstrado alarme com relação às atividades chinesas no Mar do Sul da China. 

Antes da viagem, Pompeo havia afirmado que tais reuniões “incluiriam discussões sobre como as nações livres podem trabalhar juntas para frustrar as ameaças feitas pelo Partido Comunista Chinês”. Escancara, assim, seu objetivo de combater o avanço da zona de influência chinesa sobre os territórios do Pacífico e do Índico, da Índia e do Sudeste Asiático, assim como tem feito o imperialismo ianque na América do Sul. 

“Estou feliz em dizer que os Estados Unidos e a Índia estão tomando medidas para cooperar contra todas as formas de ameaças, e não apenas aquelas feitas pelo Partido Comunista Chinês”, afirmou Pompeo depois que ele e Esper tiveram com o ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, e o ministro da Defesa Rajnath Singh, segundo reportado pelo monopólio de imprensa Reuters.

ACORDO MILITAR COM A ÍNDIA

Segundo o monopólio de imprensa Al Jazeera, o Acordo Básico de Intercâmbio e Cooperação (BECA, em inglês) sobre Cooperação Geoespacial, firmado no dia 27/10, permitirá à Índia o acesso a uma série de dados topográficos, náuticos e aeronáuticos de satélites e sensores ultrassecreto, ao passo que possibilitará ao USA fornecer ajuda avançada à navegação e aviônica em aeronaves fornecidas pelo imperialismo ianque para a Índia.

Além disso, este último fator se soma a que o secretário de Defesa ianque tem pressionado a Índia a comprar jatos F-18 produzidos pelo USA para forçá-la a se afastar da sua dependência do armamento russo. Desde 2007, as empresas estadunidenses venderam à Índia mais de 21 bilhões de dólares em armas, e o USA tem pressionado o governo indiano a assinar acordos que permitam o compartilhamento de informações confidenciais e comunicações criptografadas para melhor uso do equipamento militar de ponta. 

Esper também celebrou a recente participação da Austrália nos exercícios navais que serão realizados em novembro na Baía de Bengala, no oceano Índico, em conjunto com o USA, a Índia e o Japão.

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