PR: Dirigente camponês é sequestrado e assassinado por pistoleiros

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No dia 24 de outubro, pistoleiros invadiram a casa de Ênio Pasqualin, de 48 anos, localizada em um assentamento em Rio Bonito do Iguaçu, no estado do Paraná, o sequestraram e assassinaram. Durante a noite três pistoleiros invadiram a casa onde o camponês vivia e depois de roubarem documentos, celulares e outros objetos pessoais o sequestraram. Ao tentar impedir a entrada dos assassinos, o camponês foi atingido no braço. Seu corpo foi encontrado na manhã do outro dia em uma estrada.

Segundo denúncia feita por familiares, Ênio que vivia no Assentamento Ireno Alves dos Santos, onde era uma das lideranças, vinha recebendo diversas ameaças em áudios no WhatsApp.

Outros ataques aconteceram contra os camponeses assentados na região. No ano de 2016, Vilmar Bordim e Leonir Orback, dois camponeses do acampamento Dom Tomás Balduíno, foram assassinados por policiais. Em agosto de 2015, um incêndio que atingiu reservas de mata nativa foi empreendido contra a área. Os camponeses denunciam que o incêndio foi criminoso e suspeitam que o responsável tenha sido o latifúndio conhecido como madeireira Araupel, que frequentemente, em conluio com o monopólio de imprensa, fomenta falsas acusações contra os camponeses.

A área do Assentamento Ireno Alves dos Santos é palco de uma longa luta pela terra. O latifúndio reivindica a terra ocupada pelos camponeses desde 1996. Em sua fundação, o latifúndio se empossou de cerca de 104 mil hectares dentro das Fazendas Rio das Cobras e Pinhal Ralo, pertencentes até então à União. Em agosto de 2017, o judiciário declarou nulos os títulos de propriedade da madeireira Araupel nas áreas ocupadas pelos camponeses.

Após a tomada dos camponeses foi fundado um assentamento com 25 mil hectares. Atualmente 5,1 mil famílias estão acampadas ou assentadas no complexo que totaliza 83 mil hectares, abrangendo seis municípios: Quedas do Iguaçu, Laranjeiras do Sul, Nova Laranjeiras, Porto Barreiro, Espigão Alto e Rio Bonito do Iguaçu.

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