USA: Povo toma as ruas após assassinatos pela polícia em diferentes cidades

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Manifestantes reunidos na Filadélfia após o assassinato de Walter Wallace Jr. no dia 27/10. Foto: Matt Scolum/Associated Press.

O povo tomou as ruas em protestos combativos nas cidades de Washington, D.C. e Filadélfia, no Estados Unidos (USA), entre os dias 26 e 29 de outubro, após a execução de dois homens negros, um em cada cidade, pela polícia genocida ianque.

Em Washington D.C., no dia 27/10 o povo tomou as ruas no mesmo dia em protesto combativo contra o assassinato de um trabalhador negro que apenas dirigia uma bicicleta elétrica momentos antes de sua morte, ocorrida um dia antes. Cerca de 200 manifestantes marcharam do parque Fort Greene diversas quadras até o 4º Distrito de Polícia, sob palavras de ordem como: Queimem todas as delegacias, em todas as cidades!

Os agentes da repressão, por sua vez, utilizaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que responderam com pedras, tijolos e fogos de artificio contra os policiais genocidas. Além disso, grafites em homenagem a Walter Wallace, homem negro morto na Filadélfia, foram vistos em prédios da cidade, assim como vidros da delegacia foram quebrados.

Após a morte de Walter Wallace no dia 26/10, na Filadélfia, milhares de manifestantes marcharam até a 18º Delegacia de Polícia da cidade, revoltos. Pouco tempo depois, a polícia entrou em confronto com os manifestantes, que responderam a agressão dos agentes arremessando-lhes garrafas e pedras.

Manifestantes também atearam fogo em viaturas e lixeiras, além de confiscarem lojas de empresas ianques, enquanto a polícia reacionária perseguia sistematicamente os manifestantes com cassetetes. Em dado momento, a polícia cercou a van de um transeunte e o espancou, em frente ao seu bebê que estava no carro. Em revolta a essa cena, o povo jogou mais pedras contra os policiais. Cerca de 90 manifestantes foram presos, e 30 policiais ficaram feridos.

No dia 27/10, à noite, os manifestantes voltaram às ruas na Filadélfia, em uma segunda noite de protesto consecutivo. Cerca de 500 manifestantes se reuniram no parque Malcolm X. Se separando em dois grupos, um grupo marchou até a 18º  Delegacia de Polícia e outro até a rua Pine Streets. Durante a noite de protesto, viaturas e lixeiras foram queimadas, além de lojas monopolistas, tais como a Target, terem seus produtos confiscados pelo povo empobrecido devido à crise.

Os protestos combativos deixaram as “autoridades” da cidade em polvorosa, impondo um toque de recolher e requisitando a presença da Guarda Nacional na cidade, força federal responsável por toda sorte de agressão violenta contra o povo, como visto anteriormente na rebelião em Portland.

Polícia genocida segue com os assassinatos do povo preto pobre

Em Washinton D.C. os protestos ocorreram após Karon Hylton, homem negro de 20 anos, ser perseguido pela polícia por dirigir uma lambreta alugada sem capacete e fugir das viaturas, por medo da polícia genocida, evento que resultou numa colisão que levou a sua morte.

Os protestos na Filadélfia, por sua vez, ocorrem sob o contexto do assassinato de Walter Wallace, homem negro de 27 anos, que possuía problemas mentais graves.

No dia de seu assassinato, Walter Wallace passava por um surto mental, coisa que os pais informaram à polícia. Mesmo assim, os policiais atiraram em Wallace. Tal prática é recorrente pela polícia ianque: no ano de 2020, diversos dos assassinatos de homens negros que causaram repercussão e protestos foram durantes surtos de problemas psiquiátricos das vítimas, assassinados enquanto a família chamava a polícia para ajudar seu parente, que acabava matando-o.

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