Iraque: Povo enfrenta a polícia na comemoração de um ano de protestos

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Manifestantes se reúnem próximos da Ponte Joumhouriya, que leva à Zona Verde, local altamente militarizado onde ficam os prédios estratégicos do velho Estado. Foto: Khalid Mohammed

Milhares de pessoas tomaram as ruas de Bagdá, no Iraque, em comemoração a um ano de protestos que tomaram o país, dos dias 25 de outubro à 1 de novembro. 

No dia 25/10, manifestantes responderam com pedras e coquetéis molotov às forças de repressão que tentavam impedir o povo de construir as barricadas de cimento nas pontes Jumhuriya e Sinak. As pontes são utilizadas pelas forças de repressão para acessar a Zona Verde, área altamente militarizada em que ficam prédios do velho Estado e embaixadas internacionais. Ao todo, foram feridos 43 agentes da repressão, em contraste a seis manifestantes feridos.

Durante todo o protesto, os manifestantes carregaram faixas com imagens dos manifestantes mortos durante os protestos, iniciados em 2019. No segundo dia de protesto consecutivo, no dia 26/10, manifestantes enfrentaram a polícia reacionária com pedras na praça Tahrir, em Bagdá, e queimaram barricadas de pneus em chamas na ponte estratégica Al-Jumhuriya, sendo constantemente reprimidos pelas forças policiais com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral. 

Além dos protestos na capital Bagdá, diversas outras cidades do sul do país também contaram com protestos e confrontos, como em Kerbala,  em que a polícia utilizou armas de fogo na tentativa de dispersar a multidão, sendo alvos da fúria popular. Protestos aconteceram também nas cidades de Najaf, Nasiriya e Basra. Já no dia 1º de novembro, em Basra, também foram utilizadas armas de fogo para dispersar cerca de 500 manifestantes que haviam atirado pedras contra os policiais e militares.

Mais ao sul do país, em Hilla, centenas de estudantes marcharam com faixas denunciando a morte e o sequestro de ativistas nos últimos meses: "Vamos ficar aqui, pelo sangue de nossos mártires e pelo amor ao nosso país", disse Abrar Ahmed, um estudante manifestante morador da cidade. Outro protesto ocorreu na cidade de Kut, onde dezenas de manifestantes protestaram para exigir justiça para os 600 manifestantes que foram mortos pelas forças de repressão desde o início dos protestos há um ano.

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