Em meio à grave crise, pedidos de seguro-desemprego aumentam 3,6% em 2020


Alto índice de desemprego se dá, em parte, pela falta de assistência do governo para com as pequenas empresas durante a pandemia. Foto: Arquivo Agência Brasil

Mais de 460 mil trabalhadores com carteira assinada ingressaram com pedido de seguro-desemprego no pais no mês de outubro, de acordo com dados divulgados no dia 6 de novembro pelo Ministério da Economia. Na comparação com setembro, o número apresentou um pequeno recuo de 1,2%, mas fez crescer o volume de pedidos do beneficio para 5,912 milhões de brasileiros que perderam emprego e renda durante a pandemia da Covid-19.

Em comparação com de 2 de janeiro a 31 de outubro de 2019, tal resultado representou um salto de 3,6%, mostrando que a economia do pais, que já vinha estagnada, está muito longe de se recuperar dos efeitos da pandemia. O aumento do número de pedidos para o seguro-desemprego se deu logo depois de ser anunciado a quarentena pelos governos estaduais. A ajuda prometida pelo governo de Bolsonaro e generais não chegou para muitos pequenos proprietários, e diversas empresas fecharam as portas ou reduziram drasticamente o número de funcionários, fazendo decair ainda mais a economia.

De acordo com o sítio eletrônico do governo federal, 41% das solicitações de seguro-desemprego em outubro partiram do setor de serviços. O comércio veio em seguida, com 26,8%; depois a indústria (15,3%) e construção (9,7%). A maior parte dos trabalhadores recebiam entre 1 e 1,5 de salário mínimo, tinham entre 30 e 39 anos e ensino médio completo.

Baseado nessa redução gradual nas solicitações do seguro-desemprego e nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que nos últimos meses ficaram positivo, no acumulado do ano o emprego formal está negativo (-558.597 vagas). A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad Contínua) do IBGE registrou recorde de desocupação em agosto, com uma taxa de 14,4%, ou 13,8 milhões de desempregados. No trimestre encerrado em agosto, 2 milhões de trabalhadores com carteira assinada perderam o emprego na comparação com o trimestre anterior.

Tais resultados expressam a crise geral do capitalismo burocrático, em meio à crise geral e de superprodução do imperialismo. A estagnação econômica, que gera alto índice de desemprego e baixa geral dos salários, é enfrentada pelos governos, em especial o governo Bolsonaro/generais golpistas, através da retirada ainda maior de direitos, para os monopólios e grandes empresas alcançarem lucros máximos e voltar a empregar. Todavia, mesmo quando baixar o desemprego com o re-impulso do capitalismo burocrático, os salários serão no quadro geral cada vez mais baixos, sofreando o consumo das massas e criando uma crise, mais adiante, ainda mais severa e violenta.

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