Plano de expansão de Israel em Jerusalém ameaça isolar completamente a capital da Palestina

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Militares israelenses patrulham enquanto um edifício de palestinos é demolido na aldeia de Sur Baher, logo do outro lado da barreira de divisão de Israel entre a Jerusalém Oriental ocupada e a Cisjordânia. Foto: Mussa Qawasma/Reuters

Diversos movimentos palestinos e de solidariedade internacionalista têm denunciado a decisão de Israel, anunciada no dia 15 de novembro, de aprovar a construção de 1.257 novas unidades habitacionais no assentamento colonial de Givat Hamatos, no sul de Jerusalém, capital da Palestina ocupada pelo sionismo. A expansão do assentamento ameaça isolar ainda mais Jerusalém das áreas palestinas ao seu redor, perdendo a continuidade geográfica com a cidade de Belém e com a Cisjordânia.

O colonato fica localizado no bairro de Beit Safafa, em Jerusalém Oriental, que é cortado pela chamada “Linha Verde”, eufemismo utilizado por Israel para se referir à divisão estabelecida com o território palestino da Cisjordânia. 

Israel já havia avançado a expansão de outra área de intensa cobiça para si: a zona chamada de E1, no leste de Jerusalém que hoje faz parte do assentamento israelense de Ma'ale Adumim. Segundo os palestinos, se somada ao assentamento de Givat Hamatos, essa expansão da área E1 isolaria completamente Jerusalém Oriental da Cisjordânia. 

O secretário de Estado do imperialismo ianque (Estados Unidos, USA), Mike Pompeo, anunciou recentemente que planeja visitar um dos assentamentos coloniais de Israel na Cisjordânia ocupada no decorrer dos próximos dias, o que estabeleceria um precedente inédito na política internacional com relação aos assentamentos ilegais na região. Nenhum dos países do mundo, à exceção do USA, concede legitimidade aos assentamentos israelenses na Cisjordânia.

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