AP: Após novo apagão geral, nove protestos eclodem contra a interrupção no fornecimento de energia

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Protestos ocorreram em nove pontos da região metropolitana de Macapá, após novo apagão geral. Foto: Maksuel Martins/FolhaArena/Folhapress

Na madrugada do dia 17 de novembro, ao menos nove protestos eclodiram nas cidades de Macapá e Santana após novo blecaute atingir 14 dos 16 municípios do estado do Amapá, que já chega ao 16° dia de apagão - contradizendo a promessa feita na primeira declaração de Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, de que tudo estaria restabelecido em absurdos 15 dias.  

O novo apagão geral ocorreu em torno de 20h30 nos mesmos municípios já atingidos pelo apagão anterior. Após o incêndio na subestação de energia elétrica de Macapá em 03/11, a população amapaense começou a enfrentar problemas com o fornecimento de eletricidade e desde o dia 07/11 vive um fornecimento fracionado através do sistema de rodízio.

Em um dos protestos, no bairro Infraero 2, zona norte de Macapá, moradores bloquearam em pelo menos dois trechos a Av. Carlos Lins Cortes, principal via do bairro. No mesmo local, o fornecimento de energia só foi normalizado às 4h da madrugada. Até a manhã do dia 18/11, a eletricidade não havia voltado na casa de Wane Azevedo, 25 anos, moradora de Santana. “Muitas pessoas já perderam eletrodoméstico, comidas e não estão dormindo porque, a qualquer momento, a luz pode ir embora. É exaustivo e muito humilhante”, contou ela em relato fornecido ao portal de notícias do monopólio de imprensa Uol.


Trabalhadores revoltados com o descaso do governo atearam fogo em barricadas. Foto: Gabriel Penha/Photopress/Estadão Conteúdo

Na Baixada Pará, em Macapá, o morador Josias Monteiro, 39 anos, contou que apesar do fornecimento de energia elétrica ter sido restabelecido no local às 22h, a população segue sofrendo com as frequentes interrupções no decorrer do dia por conta do rodízio. “Eles disseram que normalizou, mas continuamos sofrendo sem água tratada, com falta de alimentação para os mais vulneráveis”, afirmou Josias, também ao portal de notícias Uol.

Durante o novo apagão, apenas hospitais, órgãos públicos e estabelecimentos comerciais conseguiram manter suas atividades com a utilização de geradores.

Segundo a Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A (Eletronorte) o novo blecaute foi causado por um desligamento na Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes, responsável pelo fornecimento de parte de energia para o Amapá, em decorrência de “um evento externo à usina, provavelmente no sistema de distribuição de energia elétrica”. Em nota emitida sobre a interrupção do fornecimento de energia, a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) declarou que o restabelecimento da eletricidade foi concluído à 1h da madrugada e que o sistema de rodízio havia sido retomado. A CEA planeja que o racionamento dure até 26/11

Além da falta de eletricidade, a população amapaense, lançada à própria sorte, também sofre com a falta de luz, água e combustível em plena pandemia. 

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