Caso isolado? Caso de tortura e estupro já ocorreu em unidade do Carrefour em RJ


Caio Castellucci.

Outro caso de racismo envolvendo o supermercado Carrefour veio à tona com o relato da juíza Cristina Cordeiro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), no dia 20 de novembro, em rede internet. A juíza, que hoje atua na Vara Criminal de Mesquita, na Baixada Fluminense, contou que o caso do João Alberto, assassinado no supermercado em Porto Alegre, a fez relembrar de um crime de racismo acontecido entre os anos de 2017 e 2018, quando uma mulher preta e pobre foi covardemente torturada e estuprada por funcionários, após  ter sido acusada de suposto roubo de alimento na loja.

Segundo o relato, o fato foi descoberto em decorrência de um processo de julgamento, quando foi constatado ferimentos em partes íntimas da vitima. “Uma mulher, negra, lésbica, pobre, dependente química, foi presa por supostamente furtar comida numa filial do Carrefour, no Rio. Ao chegar à audiência de custódia (que, na época, era realizada no prédio do Tribunal, no centro da cidade), vi que o médico que a examinou descreveu que ela estava com um curativo no ânus. Ela dizia que havia se machucado ao evacuar, algo assim. Só que a história real não era essa”, afirmou a juíza.

"Ela foi flagrada furtando (uma relação de alimentos bem mais módica do que aquela apresentada na nota fiscal pelo mercado). Não era a primeira vez. Mas naquele dia, algo diferente e terrível aconteceu. Ela foi levada para uma salinha onde foi brutalmente espancada com um pedaço de madeira, inclusive. Não teve coragem de nos contar o mais cruel, e só falou para a psicóloga que a atendeu antes de ser liberada: foi sodomizada, estuprada, como ‘lição e castigo", postou a juíza em seu twitter pessoal.

Tal fato, simbólico de tantos outros que passam despercebidos, revela que o que se passou com João Alberto em Porto Alegre não é um caso isolado. É parte da ideologia dominante na sociedade, ideologia da grande burguesia e do latifúndio, de que contra os pobres pode ser feito tudo, de que os direitos da lei não vale para estes, assim como a punição não alcança àqueles que prestam serviços aos ricos. 

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