CE: Manifestação contra as masmorras do velho Estado é fortemente reprimida pela PM


PMs agem com truculência e prendem manifestantes em protesto artístico.Foto: Júlio Caesar/ O POVO

Durante a tarde do dia 20/11, o Dia do Povo Preto, ocorreu uma manifestação convocada pela Frente Estadual pelo Desencarceramento, que contou com a participação de aproximadamente 30 pessoas. O ato aconteceu em frente a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), localizada no Meireles, um bairro rico da capital cearense.

A manifestação, que contou com a participação de familiares e amigos de pessoas presas nas masmorras do velho Estado, foi fortemente reprimida. Apesar do pequeno número de pessoas no ato, a repressão policial usou balas de borracha e sprays de pimenta, além de prender três militantes, que foram levados para a delegacia e interrogados. Por pressão dos manifestantes que permaneceram próximo ao prédio da SAP, os ativistas foram libertados horas depois.
"Era uma manifestação artística. Tinham faixas, os Tambores de Safo estavam lá batucando, e aí o ato ia ter uma encenação contra a ação de tortura dentro dos presídios. Estava tudo tranquilo, a gente estava tocando, colocando as faixas", disse a manifestante Maria Lima, em entrevista ao portal Brasil de Fato.
A mulher continua "A gente ia para frente da SAP e aí eles determinaram um limite para não avançar. A gente nem avançou, ficamos até o limite. Aí eles começaram a mandar a gente recuar e a gente não recuou e aí eles tacaram spray de pimenta, bala de borracha pra cima, um dos meninos correu para não ser pego e foi derrubado no chão, vários policiais em cima dele”.
Maria relatou ainda que nem a presença de crianças no ato impediu que os militares agissem de forma violenta “Tinham crianças no ato, as mães estavam com seus filhos, tinham senhoras... Eles foram truculentos. Em nenhum momento sequer eles hesitaram. E aí detiveram três militantes negros que estavam mais a frente, falando no megafone.”
Nesse mesmo dia à noite, ocorreu uma manifestação no supermercado Carrefour de Fortaleza, também localizado em uma área nobre da cidade. Os ativistas pediam justiça por João Alberto Silveira Freitas, brutalmente assassinado por seguranças de uma unidade do Carrefour em Porto Alegre.

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