Fóruns e Redes de Cidadania destacam a importância das roças comunitárias

Reunião de camponeses organizados pelo Fóruns e redes de cidadania. Foto: Fóruns e Redes de Cidadania do Estado do Maranhão.

No dia 16 de novembro, as comunidades que integram os Fóruns e Redes de Cidadania do Estado do Maranhão lançaram nota destacando a importância das roças comunitárias para o avanço da ocupação das terras tomadas pelo latifúndio e para a consolidação da posse da terra para os camponeses. Além disso, segundo os camponeses, elas também servem para demonstrar, na prática, a quem deve servir os alimentos produzidos na terra e qual a relação das roças comunitárias organizadas por essas comunidades e o poder político.

No país, a segurança alimentar de milhões de brasileiros está comprometida devido ao agravamento da fome provocado pelo latifúndio, que controla os preços dos alimentos básicos à subsistência. Em contrapartida, nos últimos anos, as comunidades integrantes dos Fóruns e Redes, têm conseguido assegurar a base alimentar de suas famílias: “As comunidades da baixada maranhense além da produção de grãos e tubérculos, tem aumentado a criação de animais de pequeno porte, principalmente porcos que deixaram de ser abatidos pelos grileiros que tinha cercas nos campos. Notório a melhoria na quantidade e qualidade dos alimentos consumidos pelas famílias camponesas”. 

Camponeses preparam solo de roça comunitária. Foto: Fóruns e Redes de Cidadania do Estado do Maranhão.

Parte dos produtos das roças comunitárias ainda é comercializada em outras comunidades, originando um ciclo de economia solidária, que não depende do latifúndio. Com isso, de acordo com os trabalhadores, a organização camponesa se fortalece: “O método é muito simples, tudo começa a partir da própria organização existente na comunidade. Tudo é pensado, planejado e executado em mutirão. No final, todos trabalham e todos são beneficiados com a produção. Quando da realização das tarefas, vários camponeses e camponesas viajam quilômetros de suas comunidades de origem para participarem dos mutirões em diversos locais, ficam durante dias convivendo, conversando, debatendo e trabalhando. É sempre muito prazeroso o cumprimento das tarefas”.

Camponeses preparam solo de roça comunitária. Foto: Fóruns e Redes de Cidadania do Estado do Maranhão.

Os camponeses salientam a importância destas práticas para a compreensão da necessidade da luta por uma nova sociedade: “A partir desses momentos, os camponeses vão se dando conta de que sozinhos e isolados jamais conseguirão vencer seu inimigo comum, o latifúndio! Assim, começam a ter uma visão conjunta, vão traçando seus planos de lutas e exercendo o poder político na construção da nova sociedade”.

No relato dado pelo Fórum e redes, é destrinchada as benéficas consequências dessas atividades: “À medida em que os camponeses, quilombolas e indígenas vão conhecendo a sua própria história e a do seu povo, vai-se destruindo as amarras criadas pelo Estado, sempre negacionista no que diz respeito ao direito elementar à terra. Vão se dando conta de que não é um pedaço de papel confeccionado num cartório ou uma liminar de um juiz dada em favor do latifúndio em uma canetada que vai definir de quem é a terra. Já dizem em alto e bom som: a terra é de quem nela vive”.

Refeições são servidas com alimentos da roça comunitária. Foto: Fóruns e Redes de Cidadania do Estado do Maranhão.

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