Exército reacionário filipino é acusado de crime de guerra após soldados exibirem foto de guerrilheira assassinada como 'trófeu'

Soldados do Exército reacionário posam ao lado de corpo de jovem médica executada pelos cães do velho Estado filipino. Foto:Martin Sadongdong / Manila Bulletin

O Exército reacionário filipino está sendo acusado por organizações internacionais de defesa dos Direitos Humanos de ter cometido crime de guerra após divulgação em redes sociais de uma foto de soldados exibindo como troféu o corpo de uma médica do Novo Exército do Povo (NEP) assassinada pelos militares.

O corpo de Jevilyn Campos Cullamat, foi exposto por militares após a mesma ser morta num suposto tiroteio na aldeia de Surigao do Sul, uma província no sul da ilha de Mindanao, no dia 28 de novembro.

Os militares tentaram plantar armas próximo ao corpo da jovem para fazê-la passar por guerrilheira, segundo denunciou um parlamentar "independente", Edcel Lagman disse "A foto de propaganda com Jevilyn Cullamat, de 22 anos, morto segurando uma arma de fogo plantada, fala mais do que mil palavras sobre o terrorismo e a depravação dos agentes do Estado”.

Phil Robertson, vice-diretor para a Ásia da Organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW), que atua na defesa dos Direitos Humanos, afirmou que "Cometer ultrajes à dignidade pessoal é um crime de guerra segundo o Estatuto de Roma, já que se aplica a pessoas mortas sob os 'Elementos de Crimes' do Tribunal Penal Internacional”. E completou " Evidentemente, fotos do corpo são uma afronta cruel e desnecessária à dignidade daquele indivíduo e violam as leis da guerra".

A mãe da jovem se revoltou com o fato e condenou a ação bárbara dos militares "Ela não é uma coisa, ela não é um troféu para ser exibido em propaganda militar. Vocês não respeitaram os mortos, vocês também estão desrespeitando a dor da nossa família ”, disse a mãe indignada.

Jevilyn Cullamat. Foto do Escritório da Rep. Eufemia Cullamat

A foto "viralizou" depois que a agência estatal de notícias filipina divulgou as fotos da operação militar. Em uma da imagens os soldados das forças de elite posam ao lado de bandeiras do Partido Comunista da Filipinas (PCF), do NEP, de armas e do corpo de Cullamat.

O órgão do Estado reacionário apagou a foto horas mais tarde, porém leitores e jornalistas já haviam feito cópias da publicação macabra. Páginas vinculadas ao Exército filipino e apoiadores do presidente fascista, Rodrigo Duterte, também divulgaram as fotos como forma de comemoração. O próprio presidente fascista usou a seguinte frase para explicar a ação "Deixe uma mulher lutar contra um soldado, e ela certamente morrerá".

Vale lembrar que durante seu mandato Rodrigo Duterte se notabilizou por ser além de ser um fascista sanguinário, que ofereceu recompensa para quem matasse membros do NEP e do PCF, ele também é um grande misógino que chegou a ordenar que os militares atirassem nas vaginas das guerrilheiras do sexo feminino.

Essas declarações expressam o ódio que os reacionários tem, especialmente, pelas mulheres guerrilheiras. Tal sentimento demonstra a opressão secular a qual as pessoas do sexo feminino sofrem e revela também que nada deixa os inimigos do povo mais furiosos do que uma  mulher que decide libertar a si mesmo e a toda sua classe.

Guerrilheiras no Novo Exército do Povo, dirigido Pelo Partido Comunista das Filipinas. Foto: Reprodução

 

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