Greve em Florianópolis é a resposta a calote do prefeito

Assembleia dos trabalhadores da Comcap, em Florianópolis, no dia 30 de novembro. Foto: Sintrasem.

Os trabalhadores da Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap), de Florianópolis, estado de Santa Catarina, que fazem a coleta de lixo, estão em greve por tempo indeterminado desde a manhã de segunda-feira, 30 de novembro. Conforme a categoria, o motivo da paralisação é que a Prefeitura descumpriu um Acordo Coletivo assinado pelo prefeito Gean Loureiro  em 2019, determinando um reajuste salarial de 4,7%  e um ticket-alimentação de 2,50 reais. “O prefeito deu o calote nos trabalhadores” disse uma nota do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Sintrasem)

Loureiro afirma que o pedido de aumento de salário é ilegal porque uma lei federal proíbe estados e municípios de oferecerem qualquer tipo de reajuste ou aumento para servidores públicos até 2021. Os operários desmentem a Prefeitura: “Nada disso. Eles escondem que o inciso I do artigo 8° da Lei Complementar 173/2020 prevê que os reajustes assinados anteriormente à pandemia serão mantidos.” E continuam: “Gean também se utiliza da desculpa (do limite de gastos imposto pela) Lei de Responsabilidade Fiscal, mas ele não mostra (não prova) como o Acordo Coletivo dos trabalhadores da Comcap afetaria esse índice.”

Para tentar sabotar o movimento e chantagear os trabalhadores, a Prefeitura contratou os serviços de uma empresa privada na noite da própria segunda-feira dia 30, e uma outra empresa na manhã da quarta-feira, dia 2 de dezembro. Mas de nada adiantou: a paralisação continuou firme.

Outra tática de Gean Loureiro foi encaminhar aos grevistas uma proposta de formar comissão para avaliar as condições financeiras da cidade.Mas isso só em fevereiro de 2021. Os operários negaram e rebateram: “Diante da proposta mentirosa da Prefeitura, que não atende nenhuma das reivindicações da categoria, os trabalhadores da Comcap deliberaram nesta quarta-feira, (2/12) pela manutenção da greve.” 

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