RJ: Trabalhadores da saúde protestam após mais de três meses de salários atrasados; problema já atingiu mais de 10 mil servidores, segundo sindicato

Profissionais de saúde protestam em frente ao Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo. Foto: Lado de Cá.

Profissionais da Saúde do Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, em São Gonçalo, realizaram protesto no dia 3 de dezembro em frente a unidade, cobrando atrasos de salário e baixas condições de salubridade.

Com cartazes pedindo respeito, eles se uniram para cobrar além de pagamento atrasado de salário, melhores condições de trabalho para os profissionais.

“Estamos trabalhando sem direito a nossa salubridade com a Covid-19, estamos sem pagamento, sem dinheiro de passagem, estamos sendo ameaçados de botar nossa cara aqui! A gente não pode lutar pelos nossos direitos, porque os pacientes lá estão sofrendo e nós estamos vindo trabalhar sem pagamento, todo mundo deixando sua família, seu familiar, conta de luz atrasada, escola atrasada, tudo atrasado. E o hospital não tem nenhuma notificação para a gente, falam que não sabem de nada, não tem resposta para nada e a gente aqui, hô! Sem respeito. Nenhum, nenhum respeito! Estamos sofrendo junto com a população, vindo trabalhar sem salário, nós gostamos da nossa profissão, trabalhamos por amor, mais queremos respeito! Os funcionários do Heat precisam de respeito”, disse uma das manifestantes ao site Lado de Cá.

A Organização Social Instituto Lagos, que administra o hospital, foi alvo da Operação Pagão, que apura denúncias de corrupção e superfaturamento em Hospitais e UPAS geridas pela instituição. 

A unidade de saúde atende não somente aos moradores de São Gonçalo, mas também recebe pacientes dos municípios vizinhos.

Descaso com servidores em meio a pandemia de Covid-19

Com índice de mortalidade que já ultrapassa os 23 mil óbitos e 360 mil casos confirmados de Covid-19 em todo o estado. O Sindicato dos Enfermeiros do Rio (Sindenfrj), divulgou que cerca de 10 mil profissionais de hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e do Serviço de Atendimento Médico de Emergência (Samu) estão sem pagamento, há pelo menos três meses.

São médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, maqueiros, auxiliares e motoristas de ambulância contratados por Organizações Sociais (OSs), cuja gestão é do governo do estado.

Escondendo sua verdadeira natureza, as Organizações Sociais (OSs), Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips) verdadeiramente não passam de empresas privadas, que substituem a administração pública e a contratação de profissionais pelo Estado.

Várias dessas organizações possuem histórico de investigações e processos envolvendo fraudes, desvios e outros tipos de crimes.

No setor da saúde, essas “entidades”, quando não são instrumentos para corrupção com dinheiro público, servem como puro mecanismo para a terceirização dos serviços, o que resulta de forma descarada na redução dos salários e de direitos das classes de trabalhadores explorados pelo velho Estado.

“A nossa prioridade é resolver a situação dos nossos salários. Tem muitos num quadro triste, sem recursos para se alimentar. Tem que cuidar de família, filhos. Muitos perderam suas casas porque tinham casas alugadas. Amigos nossos acabaram internados. Sem incluir os amigos que acabaram morrendo”, relatou um profissional ao site do monopólio de imprensa G1. 

No meio desta pandemia, além do medo de se contaminar e contaminar assim os seus familiares, profissionais da saúde terceirizados enfrentam também a oferta vergonhosa de baixos salários, atrasos nos pagamentos, corte de direitos e falta de estrutura de trabalho, o que contrasta com a importância da atuação deles no combate a Covid-19 e pior ainda: o risco às vidas dos profissionais e pacientes.

Foto: Saúde Agora.

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