Partidos maoistas emitem declaração sobre 200 anos de Friedrich Engels

No mês de novembro, pelo menos 12 partidos e organizações maoistas da América Latina e Europa emitiram declaração conjunta por ocasião dos 200 anos do natalício do grande Friedrich Engels, nascido em 28 de novembro de 1820.

Dentre os partidos, estão o Partido Comunista do Peru (PCP), o Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha), Núcleo Revolucionário para a Reconstituição do Partido Comunista do México, os Comitês para a fundação do Partido Comunista (Maoista) na Áustria, a Fração Vermelha do Partido Comunista do Chile, o Partido Comunista da Colômbia (Fração Vermelha), Partido Comunista do Equador (Sol Vermelho), Servir ao Povo - Liga Comunista da Noruega, Comitê para a Reconstituição do Partido Comunista do Estados Unidos, Comitê Bandeira Vermelha na Alemanha, o Comitê Maoista na Finlândia e o Partido Comunista Maoista na França.

A obra comum de Engels e dos comunistas hoje

Tais partidos e organizações relacionam toda a luta de um dos fundadores do marxismo, Engels, com a obra comum dos maoistas, hoje, em edificação: a reconstituição da Internacional Comunista. “Onde isso poderia ser melhor expresso do que com os comunistas que hoje, com toda determinação, coragem e audácia estão dirigindo a luta por sua unidade em escala mundial e estão resolutamente se aproximando da Conferência Internacional Maoista Unificada e da Nova Organização Internacional do Proletariado, no caminho da reconstituição da Internacional Comunista com o desenvolvimento de novas guerras populares e,em escala mundial, também devolverá seu partido ao proletariado, a Internacional, para o que o grande Engels havia dedicado sua vida!”.

Os maoistas destacam partes importantes da obra teórica e prática de Engels, nas quais este já apontava indicações que mais tarde seriam plenamente desenvolvidas por Lenin, Stalin e o Presidente Mao Tsetung.

Os comunistas destacam que Engels foi um dirigente político e ideológico da classe operária, e um contundente antirrevisionista. Em 1878, quando o governo latifundiário de Bismarck aprovou a “lei antissocialista” para lançar o partido proletário na ilegalidade, Engels defendeu, lutando contra o liquidacionismo que se alimentou nas fileiras, que “o movimento socialista não pode ser sufocado”, e asseverou: “A lei antissocialista completará a educação revolucionária dos trabalhadores alemães”.

Na declaração ressalta-se ainda a crítica feita por Engels ao economicismo: “ao invés de dar peso a objetivos que vão longe, que assustam a burguesia e que, entretanto, são inacessíveis em nossa geração, empregam toda a força e energia naquelas reformas mesquinhas e pequeno burguesas que conferem à velha ordem um novo apoio”. Tal luta de Engels, destacam os maoistas, foi um embrião da luta que mais tarde seria travada por Lenin, ao estabelecer o Partido Comunista, de novo tipo, para a luta política revolucionária.

Os maoistas apontam que Engels já previra, do ponto de vista militar, a necessidade de uma nova forma de guerra, posteriormente desenvolvida pelo Presidente Mao. “Engels declarou que a luta de barricadas era uma tática antiga e inútil e que o proletariado e seu Partido, com o desenvolvimento histórico, tinham que encontrar novas formas de guerra na revolução. Ele apontou para a necessidade do prolongamento das novas formas de revolução, quando advertiu ao dizer que não se devia ‘ver a revolução como algo que se resolve da noite para o dia’”.

Engels também foi um grande defensor da aliança operário-camponesa na revolução democrática. Recordam os maoistas: “É necessário lembrar a importância que Marx e Engels deram à luta dos camponeses para culminar a revolução burguesa na Alemanha, a tese marxista da necessidade da aliança do proletariado com os camponeses e a revolução democrática que seria desenvolvida por Lenin e pelo Presidente Mao com a Revolução de Nova Democracia”. E prosseguem:

“Um marco importante para a compreensão da importância da luta dos camponeses para a revolução proletária é o trabalho de Engels, As Guerras Camponesas na Alemanha. Nessa e em outras obras, Engels estabelecerá a impossibilidade da burguesia alemã de liderar sua própria revolução; que, portanto, caberia ao proletariado e seu Partido liderar a revolução democrática na Alemanha; que o principal aliado do proletariado na revolução democrática era o campesinato; e do ponto de vista militar, a limitação do caminho insurrecional”.

Engels e as tarefas do MCI

Os partidos e organizações recordam que “as contribuições do grande Engels ao marxismo vivem nas Guerras Populares no Peru, Índia, Turquia e Filipinas, que são bases estratégicas para a Revolução Proletária Mundial. Tais contribuições encontram ali, expandidas e desenvolvidas de forma generalizada até a nova etapa, o maoismo, cada dia mais e mais vivas confirmações, e a cada momento a onipotência do marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo é demonstrada”.

As contribuições de Friedrich Engels ao marxismo “vivem nas lutas atuais dos comunistas, portanto, o trabalho de Engels não é apenas uma parte cronológica de nossa história, mas parte de nossa ação, nossos planos e nossos esforços, para unirmo-nos mais com as massas, para reconstituir ou constituir, desenvolver e defender os partidos comunistas militarizados e para desfraldar cada vez mais alto a bandeira vermelha do proletariado internacional, do comunismo”, ratificam.

“Os ensinamentos que ele trouxe ao marxismo sob a chefatura de Marx como um dos clássicos, nos advertem repetidamente, que temos que entender que a aplicação do marxismo-leninismo-maoismo, principalmente o maoismo, é o grande desafio e questão para o desenvolvimento da revolução proletária em cada país; sem especificação como o pensamento guia da ideologia todopoderosa do proletariado, todopoderosa porque é verdade, não haverá nenhum progresso decisivo em cada revolução concreta”.

Eles reafirmam que a união dos comunistas do mundo inteiro com base no marxismo-leninismo-maoismo, principalmente o maoismo, servirá em sua aplicação concreta a cada revolução específica a serviço da Revolução Proletária Mundial, como Engels ensinou pessoalmente aos comunistas. “É a Internacional Comunista”, segundo os maoistas, “que se deve reconstituir, que será, como a descreveu Engels, uma ‘Ação Internacional!’”, concluem.

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