Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, é preso em operação contra corrupção

Prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella foi preso e afastado por investigação de esquema de corrupção. Foto: Fabio Motta.

Na manhã de terça-feira, dia 22 de dezembro, a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) fizeram uma operação conjunta que prendeu o atual prefeito do município do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (Republicanos). Outros seis mandados de prisão foram cumpridos.

A prisão foi parte de uma operação deflagrada em março para investigar o "QG da Propina" que, segundo investigações, funciona no município. O funcionamento do esquema consistia em pagamento de propina para liberação de contratos da Prefeitura do Rio.

O prefeito, que foi derrotado no segundo turno da farsa eleitoral, foi preso junto com outros seis figurões: o ex-senador Eduardo Lopes (Republicanos), o empresário Rafael Alves (acusado de ser o 'chefe' do "QG da Propina"), o ex-tesoureiro de campanha Mauro Macedo, o delegado Fernando Morais, o empresário Adenor Gonçalves e Cristiano Stokler. Todos os sete são acusados por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

as investigações contra crivella

Em setembro, Crivella e membros do primeiro escalão de seu governo foram alvos de outra operação, que apreendeu o celular do prefeito. Nesta ocasião, haviam denúncias de que o ex-chefe da Casa Civil do município, Paulo Messina, atuava junto com vereadores em uma segunda organização criminosa. Investigações do MP-RJ apontam que ele disputava o espaço da corrupção no governo municipal.

Atualmente desafeto político de Crivella e ex-candidato à prefeitura pelo MDB, Paulo chefiava um outro grupo (além do "QG da Propina", liderado por Rafael Alves). Este segundo grupo seria formado por vereadores do MDB do Rio de Janeiro. O objetivo era controlar cargos para garantir propina.

crivella atacou profissionais da saúde e não repassou dinheiro de refeição de crianças

O prefeito, hoje afastado, foi preso há 9 dias de terminar o seu mandato. Durante os 4 anos inconclusos de seu governo não poupou esforços para atacar os direitos da população. Somente ao longo deste ano, Crivella foi denunciado por diversos setores do povo carioca em manifestações e atos.

No início do ano, uma OSS (Organização Social da Saúde) que administrava 75 unidades teve milhares de contratos encerrados abruptamente. Como consequência, mais de 5 mil trabalhadores da saúde foram demitidos e não sabiam se iriam ser recontratados.

Este fato, ocorrido antes do início da pandemia da Covid19 no país, foi denunciado pelos médicos, enfermeiros, demais trabalhadores e pela população carioca. Sofrendo com as péssimas condições de trabalho, falta de insumos básicos e recorrentes atrasos salariais, os profissionais da saúde denunciavam que este quadro agravaria o cenário já ruim da saúde no estado.

Após o início da pandemia, as escolas municipais foram fechadas. Milhares de crianças, que tinham ao menos uma refeição garantidas nos refeitórios dos colégios, ficaram desassistidas. A "solução" da prefeitura foi de enviar um cartão destinado à repassar o valor destas refeições. Familiares destas crianças, porém, denunciaram em manifestação na sede da prefeitura que seus cartões não foram entregues.

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