RJ: Duas pessoas morrem e 150 ficam desalojadas durante enchentes na Baixada Fluminense

Parede de casa desaba durante enxurrada em Duque de Caxias, no dia 22 de dezembro. Foto: Reprodução

Duas pessoas morreram depois de serem arrastadas pela correnteza após enchente que atingiu, no dia 22 de dezembro, a cidade de Duque de Caxias, na região da Baixada Fluminense, no estado do Rio de Janeiro. Nas redes sociais circula um vídeo em que uma mulher é arrastada pela correnteza.

Até o momento as duas vítimas ainda não foram identificadas. Outras informações dão conta que três casas desabaram, três carros foram levados pela correnteza e 150 pessoas estão desalojadas. Houve deslizamentos de terras, queda de árvores e postes de energia elétrica por toda a cidade. Ruas ficaram alagadas com água batendo na janela de algumas casas, enxurradas se formaram em ladeiras. O bairro mais atingido pela chuva foi Xerém, onde choveu 80 mm do total de 221,2 mm que atingiu toda a cidade de Duque de Caxias. Com a chuva o rio Saracuruna transbordou, fato que ajudou a potencializar a enchente.

Carla Araújo, moradora de Xerém, teve sua casa destruída pela água “Eu perdi tudo. Moro de aluguel. A única coisa que sobrou foi o telefone e a roupa do corpo, porque o resto foi tudo embora”, contou em entrevista ao monopólio de imprensa O Globo.

A BR-040 que liga o Rio de Janeiro à Belo Horizonte também foi atingida com quedas de árvores e barreiras. Em Petrópolis, na região serrana do Rio, uma árvore caiu em cima de um caminhão. O motorista foi socorrido e sobreviveu.

 ‘Tragédias’ que deveriam ser evitadas

Já se tornou comum em nosso país a ocorrência de “tragédias” como estas, principalmente nos primeiros meses do ano e em estados do sudeste. Para os governadores, prefeitos e representantes do governo reacionário é muito cômodo colocar a culpa na natureza, ou justificar-se com o argumento de que a chuva é algo divino.

Mas, na realidade, cientistas e estudiosos já vêm há anos alertando e dando soluções para acabar ou amenizar os efeitos da chuva. O que falta é os governos aplicarem as verbas dos impostos para solucionar tais mazelas, ao invés de investi-las em isenção fiscal, incremento da repressão e com a dívida pública, tudo em benefício dos grandes burgueses e latifundiários, serviçais do imperialismo.

Sobre o assunto, o professor do Departamento de Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e pós-doutor em Recursos Hídricos, Antônio Sérgio Ferreira Mendonça, acredita que os “desastres” já eram tragédias anunciadas, que vão continuar ocorrendo se o velho Estado não tomar medidas sérias e definitivas.

Segundo o professor, vários municípios tem um Plano Diretor de Drenagem Urbana que, se colocados em prática, evitariam os danos causados. No entanto, os planos não são executados e são feitos apenas para garantir que as cidades consigam verbas do governo federal.

De acordo com Antônio Sérgio, o velho Estado poderia facilmente solucionar o problema e acabar com o sofrimento anual do povo se adotasse medidas estruturais tais como diques, galerias de águas fluviais, sistema de bombeamento de águas e outros recursos. E, ainda mais importante: resolvendo a questão da moradia, para que as pessoas não precisem mais construir suas casas em áreas de risco.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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