Palestinos resistem a roubo de terras por Israel e violência colonial

Palestinos confrontam colonos e soldados da ocupação israelense, enquanto resistem à tentativa de roubo contra suas terras, na região de al-Ras, em Salfit, na Cisjordânia, 30/11/2020. Foto: Issam Rimawi/Agência Anadolu

Enquanto as ameaças promovidas por Israel de anexar grande parte da Cisjordânia, território palestino ocupado, se somam à sua prática de continuar construindo assentamentos ilegais na região, as manifestações de palestinos que resistem à expansão colonial sionista têm se radicalizado mais e mais. Além disso, os relatos de ataques e agressões cometidos por colonos contra residentes palestinos também têm crescido em ritmo alarmante. 

No dia 18 de dezembro, um colono abriu fogo contra palestinos que protestavam no vilarejo de al-Mughayyir, perto da cidade de Ramallah, contra a construção de assentamentos israelenses ilegais, em mais uma das manifestações semanais que vêm ocorrendo no local. Imagens gravadas durante o momento foram divulgadas na internet e no monopólio de imprensa, como a Agência Anadolu. 

Algumas semanas antes, no dia 30 de novembro, uma combativa manifestação na região de al-Ras, próximo à cidade de Salfit, incendiou o equipamento utilizado por colonos israelenses para construir assentamento em suas terras, impedindo-os, ao menos momentaneamente, de roubar seu meio de vida e sustento.

O conflito em al-Ras é particularmente importante, pois a tomada das terras em questão permitiria que a ocupação israelense conectasse o assentamento industrial Ariel, no oeste da Cisjordânia, com assentamentos residenciais ao sul, formando um bloco contínuo de território controlado por Israel desde Kafr Qassim (cidade israelense) até o vale do rio Jordão, dividindo a Cisjordânia em duas partes desconexas. 

Um dia antes, em 29/11, os palestinos de al-Ras haviam sido surpreendidos com a chegada de escavadeiras e tratores israelenses às terras da região, com o apoio do exército sionista. Deeb Nassif, palestino proprietário de terras locais, afirmou à agência de notícias Wafa que mais de 30 famílias trabalham hoje em suas terras, que representam cerca de 3 hectares. 

“Os colonos ocuparam a terra e colocaram galpões para ovelhas. Colocaram postes de eletricidade e nos impediram de chegar às nossas terras e, cada vez que tentamos chegar, eles, protegidos pelo exército, nos atacam”, narra Nassif. 

De acordo com Abdul Karim Zubeidi, chefe do município de Salfit, os palestinos protestavam contra o roubo e a destruição de 12 acres de suas terras agrícolas. “Esta é uma terra privada de propriedade de agricultores palestinos. Não é uma terra estatal como eles afirmam. Os colonos estão trabalhando para impor um novo status quo nesta área a fim de conectar o assentamento industrial de Ariel no oeste com o residencial no sul”, explicou Zubaidi à Agência Anadolu. 

Ayed Murrar, representante da Comissão de Resistência ao Muro e aos Assentamentos, disse à Wafa que a alegação da ocupação israelense de que as terras em questão são "estatais" [de posse de Israel] é falsa, pois os proprietários palestinos possuem documentos do período otomano que comprovam posse secular sobre elas. “A ocupação, no entanto, não se incomoda com a lei e tenta encontrar uma brecha legal para manter em seu lugar as caravanas montadas pelos assentados [colonos]”, disse.

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