RJ: Moradores fazem protesto após PMs matarem jovens em Niterói

Protesto de moradores da favela Santo Cristo, Niterói, fechou importante via de acesso à ponte Rio-Niterói. Foto: Banco de Dados AND.

Moradores do morro Santo Cristo, no bairro Fonseca, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, protestaram após policiais militares (PMs) assassinarem dois jovens durante operação na comunidade, no dia 5 de janeiro.

No início da noite do dia 05/01, moradores do morro Santo Cristo, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeira, fizeram um protesto após o assassinato de dois jovens durante operação na comunidade. Os manifestantes fecharam parcialmente a Alameda São Boaventura, pista que dá acesso à Ponte Rio-Niterói, principal via de acesso entre as duas cidades. O ato fez a denúncia da violência policial e cobrou justiça para os dois rapazes, utilizando-se de cartazes e faixas.

As vítimas foram Gabriel Machado, conhecido como Zulu, de 19 anos e Jeferson de 15 anos. Segundo a irmã de Gabriel, Jaqueline Teresa Machado, o jovem era deficiente mental e no momento em que foi baleado ele estava catando latinhas, ocupação com a qual buscava a sua sobrevivência. 

Os manifestantes também levantaram denúncias de que os mesmos policiais que estavam na operação que resultou no assassinato dos dois jovens estariam no protesto, numa maneira de intimidar as pessoas que ali estavam.

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A operação policial, na versão, que foi desmentida, dos policias, ao chegarem na favela, eles foram atacados. Fato contestado pelos moradores que relatam que os PMs já chegaram atirando.

Na operação que resultou na morte de dois jovens pretos e pobres, os PMs do 12º Batalhão (Niterói) apreenderam, segundo os mesmos, uma pistola, 163 trouxinhas de maconha, 196 pinos de cocaína e uma granada. Quantidade irrelevante mesmo em operações policiais com objetivo exclusive de "combater as drogas".

Gabriel Machado, conhecido como "Zulu", foi um dos mortos pela PM. Ele tinha 19 anos e tinha distúrbios mentais.

"Guerra às drogas": política de extermínio da população preta e pobre

As operação policiais que ocorrem quase que semanalmente, principalmente nas favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de levar a cabo a "guerra às drogas" na verdade não passam de um artifício, no qual os governos reacionários fixam supostos objetivos, nunca alcançados, (qual sejam: acabar com o tráfico de drogas e desmantelar a rede de venda varejista de drogas) que é usado para promover o genocídio da população preta, pobre e moradora de favela cometido pelas forças repressivas (PM e Forças Armadas reacionárias) e totalmente legalizadas pelo velho Estado brasileiro.

Prova disto são as 1,5 toneladas de maconha encontrada num latifúndio no Mato Grosso do Sul, em novembro de 2020 e os 39kg de cocaína no avião da Força Aérea Brasileira (FAB), em 2019 - apenas para ficar em duas operações que ganharam visibilidade após serem descobertas. E a segunda maior apreensão de armamento de guerra, foi encontrado bem longe de qualquer favela. Em junho de 2017 foram apreendidos 60 fuzis de guerra no Aeroporto Internacional do Galeão, vindos diretamente dos USA, num duplo indicativo: primeiro de onde vêm as armas que matam o povo pobre nas favelas do país e segundo mostra quem lucra com essa "guerra": o complexo industrial-militar do imperialismo norte-americano.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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