Bélgica: Manifestantes combatem polícia assassina e carro do rei também é atacado

Manifestantes protestaram em frente a uma delegacia da polícia na capital belga, Bruxelas no dia 13 de janeiro de 2021. Eles lançaram projéteis contra as forças policiais e incendiaram objetos, exigindo explicações sobre a morte de um jovem negro durante custódia policial. Foto: AP Photo/Francisco Seco.

Massas revoltadas com a morte durante custódia policial de um homem preto lançaram pedras e projéteis contra uma delegacia e carros da polícia em Bruxelas, no dia 13 de janeiro. A rebelião veio após uma série de assassinatos pelas forças de repressão de pessoas pertencentes a povos oprimidos no país. O carro do rei belga Philippe também foi atacado enquanto cruzava o local e vários policiais foram feridos.

Cerca de 500 pessoas protestaram contra a morte do jovem de 23 anos, identificado como Ibrahima B. No total, 116 manifestantes foram detidos, incluindo 30 menores. Três deles permaneceram sob custódia e um foi acusado de “rebelião”.

O Ministro do Interior belga, Annelies Verlinden disse ainda que as ações de ocorridas no protesto eram inauditas.

Entendendo o contexto da morte do jovem

Foto: EPA.

Ibrahima B. morreu no dia 9 de janeiro durante custódia policial após ser detido no centro da cidade em razão de “violar as medidas de restrição à Covid-19”. A mídia belga informou que o jovem havia começado a filmar a polícia com seu telefone após os policiais o pararem para fazer uma “verificação de identidade”.

De acordo com o relato policial, Ibrahima “foi levado para uma delegacia de polícia onde desmaiou e depois foi transferido para um hospital, onde foi declarado morto”. Entretanto, de acordo com o advogado da família do jovem, a polícia deixou Ibrahima inconsciente no chão por mais de cinco minutos.

A autópsia do corpo ainda não foi revelada pelas “autoridades”.

Ibrahima não é o primeiro


Foto: AP Photo/Francisco Seco.

A morte de Ibrahima, apesar de ainda não ter sua autópsia revelada ao público, levantou as massas belgas contra a polícia reacionária após outros casos nos quais jovens, a maioria de descendência do Oriente Médio ou do Norte da África, foram mortos por policiais. 

Milhares de pessoas se manifestaram na capital belga no ano passado após a morte de um jovem de 19 anos identificado como Adil, que foi morto quando supostamente fugia de uma ronda policial. Já em 2019, um garoto de 17 anos chamado Mehdi Bouda foi atingido “acidentalmente” por um veículo policial a 95 km/h após ser parado por outra viatura policial que exigia sua identificação.


Foto: AP Photo/Francisco Seco.

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