RJ: Trabalhadores da Rio Saúde protestam por conta de salários atrasados

Trabalhadores protestam contra atrasos de salários e más condições de trabalho em frente a empresa Rio Saúde. Foto: Reprodução.

Trabalhadores da empresa pública municipal do Rio de Janeiro Rio Saúde fizeram um ato no dia 11 de janeiro na frente da sede da empresa, no bairro Laranjeiras (zona sul da cidade). Os trabalhadores exigem o pagamento de três meses de salários atrasados. Para protestar, eles levaram ao ato faixas e cartazes com críticas à Rio Saúde e à empresa terceirizada Romana.

A Romana é a empresa terceirizada responsável pela contratação dos porteiros que trabalham nas portarias das clínicas da família, categoria que tem sido uma das mais prejudicadas com o atraso nos pagamentos. Segundo Jobert Cosme, que trabalha como porteiro na empresa, os profissionais estão passando sérias dificuldades financeiras por conta da situação:"Não só eu, como vários companheiros já estão tendo a sua energia elétrica cortada, pessoas com pensão alimentícia atrasada, sujeitos a serem presos a qualquer momento. Pessoas sem dinheiro para comprar medicação. Pessoas sem alimentação em casa. Já chegou a esse ponto", denunciou o trabalhador.

Além dos funcionários terceirizados, profissionais da própria Rio Saúde também estão sem receber. Uma funcionária denunciou ao monopólio de imprensa G1 que está sem receber o 13º salário, vale-alimentação e vale-transporte.

Outros protestos de trabalhadores da saúde no Rio

No dia 3 de dezembro de 2020, o AND já havia divulgado que servidores do Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, fizeram um ato exigindo pagamento de salários que estavam atrasados há três meses e melhores condições de trabalho durante a pandemia de Covid-19.

Na época, uma funcionária do hospital deu a seguinte declaração ao site Lado de Cá: “Estamos trabalhando sem direito a nossa salubridade com a Covid-19, estamos sem pagamento, sem dinheiro de passagem, estamos sendo ameaçados de botar nossa cara aqui! A gente não pode lutar pelos nossos direitos, porque os pacientes lá estão sofrendo e nós estamos vindo trabalhar sem pagamento, todo mundo deixando sua família, seu familiar, conta de luz atrasada, escola atrasada, tudo atrasado. E o hospital não tem nenhuma notificação para a gente, falam que não sabem de nada, não tem resposta para nada e a gente aqui, oh:sem respeito. Nenhum, nenhum respeito! Estamos sofrendo junto com a população, vindo trabalhar sem salário, nós gostamos da nossa profissão, trabalhamos por amor, mas queremos respeito! Os funcionários do Heat precisam de respeito”.

Organizações Sociais atuam como empresas privadas da saúde

Escondendo sua verdadeira natureza, as Organizações Sociais (OSs), Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips) não passam de empresas privadas, que substituem a administração pública e assumem a tarefa da contratação de profissionais pelo Estado.

Várias dessas organizações possuem histórico de investigações e processos envolvendo fraudes, desvios e outros tipos de crimes.

No setor da saúde, essas “entidades”, quando não são instrumentos para corrupção com dinheiro público, servem como puro mecanismo para a terceirização dos serviços, o que

resulta, de forma descarada, em redução dos salários e dos direitos dos trabalhadores.

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