BA: Latifundiários são impedidos por ribeirinhos de realizar despejo ilegal

Pistoleiros tentam, em vão, derrubar roças de ribeirinhos da comunidade de Braço do Roçado, Bahia. Foto: CPT/BA

No dia 24 de janeiro, a mando do latifúndio, pistoleiros e tratores tentaram invadir as roças pertencentes às comunidades ribeirinhas de Braço do Rocado que residem às margens do rio São Francisco no município de Barras, estado da Bahia. As famílias se organizaram e impediram o ataque.

Durante a manhã do domingo (24), tratores invadiram a comunidade visando derrubar as cercas das roças dos camponeses enquanto pistoleiros certificavam-se que o ataque seria concluído. 

Os trabalhadores, ao perceberem tal ação, acionaram a comunidade e formaram grupos que contavam com homens, mulheres e crianças, para impedir a derrubada. Durante a tentativa de ataque os ribeirinhos afirmavam: “Aqui quem manda que é o trabalhador, aqui é da união, aqui não tem pros fazendeiros não, aqui é nosso, aqui é do trabalhador. O dono somos nós! Somos nós! Aqui tem 37 famílias, trabalha mais de 30 anos [...] que injustiça é essa?".

Devido a resistência, os pistoleiros e tratores se retiraram prometendo buscar reforço, mas até o momento não retornaram.

Assista o vídeo: 

BA: Latifundiários são impedidos por ribeirinhos de realizar despejo ilegal

“Aqui quem manda que é o trabalhador, aqui é da união, aqui não tem pros fazendeiros não, aqui é nosso, aqui é do trabalhador. O dono somos nós! [...] Aqui tem 37 famílias, trabalha mais de 30 anos". pic.twitter.com/JW27xbFsmP

— A Nova Democracia (@jornaland) January 28, 2021

Latifúndio quer monopólio das águas do São Francisco

Na comunidade de Braço do Roçado vivem há mais de três décadas 37 famílias em uma área de cerca de 40 hectares à margem esquerda do rio São Francisco. Ao lado encontra-se o latifúndio denominado CAIOV – Agro Industrial Outeiro do Vale Ltda Me/ Cativa-agroindustria Inojosa e Tenorio Ltda.

No ano de 2017, o latifúndio CAIOV entrou com processo judicial reivindicando a área onde viviam os trabalhadores. Dentre as acusações estavam: invasão de propriedade, furto de animais, degradação do meio ambiente e ameaça aos funcionários do latifúndio.

Todavia, mapas produzidos pelos próprios latifundiários na ocasião do processo demonstraram que o local em disputa trata-se de uma área pública federal. O objetivo deles é tornar livre às margens do rio para que o uso das águas sejam conforme seus interesses.

No final daquele ano houve uma ordem de despejo emitida, porém posteriormente foi suspensa. Atualmente não há qualquer ordem de despejo para a área em questão.

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