MT: Homem desaparece após ser espancado e levado por PMs; familiares protestam

Rubson desapareceu depois que PMs o levaram desacordado de dentro de sua residência. Foto: Arquivo Pessoal

Familiares do pedreiro, Rubson Farias dos Santos, de 28 anos, protestaram contra o seu desaparecimento. O sumiço do trabalhador se deu após ser espancado e sequestrado por Policiais Militares (PMs) de sua casa enquanto estava inconsciente no dia 29 de janeiro, no município de Cáceres, localizado a 220 km de Cuiabá, capital do estado do Mato Grosso.

Revoltados com o desaparecimento do trabalhador, familiares fizeram, na noite do dia 2 de fevereiro, uma manifestação em frente ao Comando Regional da Polícia Militar

Os familiares exigiram justiça: cobraram informações sobre o paradeiro de Rubson, a investigação do caso e a punição para os PMs envolvidos.

Sidneia Oliveira, esposa de Rubson, contou em entrevista que, no dia 28 de janeiro, foram abordados pela PM por conta de um carro que eles compraram há cerca de 15 dias. Os PMs acusaram o casal dizendo que o veículo era roubado. Eles, então, afirmaram que desconheciam o histórico do veículo. Ainda assim, tiveram que ir para a delegacia, pagaram a fiança e foram liberados.

Porém no dia 29/01, PMs foram até a casa da família para prender Rubson. Sidneia conta que ela e mais outras pessoas, inclusive o filho do casal de 12 anos, presenciaram os militares espancando o marido, até ele ficar desacordado, neste momento os agentes levaram Rubson para viatura e saíram. Depois disso ninguém mais teve notícia do pedreiro.

“Ele saiu inconsciente. Não sei se saiu vivo de casa. Bateram muito nele, depois apagaram as luzes e o levaram. Não disseram o motivo. Procuramos vários lugares, mas não consta que ele passou na delegacia, na cadeia, nos hospitais. Ninguém dá informação, ninguém fala nada. Estou desesperada”, denunciou a mulher.

Desaparecimento como Modus Operandi da PM

Quatros dias após o “desaparecimento” de Rubson, outro caso famoso de desaparecimento causado por PMs veio novamente à tona.

No dia 02/02, foi reintegrado ao efetivo da Polícia Militar do Rio de Janeiro, o Major Edson Santos, responsável direto pela tortura e desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, depois que este foi levado para a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, no dia 14 de julho de 2013. Durante os históricos levantamentos de massas daquele ano, várias pessoas foram às ruas com cartazes com a frase : Cadê o Amarildo? 

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