Chile: Prefeitura, delegacia e tribunal de justiça são incendiados após assassinato pela polícia de artista

Prédio municipal de Panguipulli em chamas após morte de artista. Foto: Alicia Caceceres

Massas chilenas incendiaram por completo a prefeitura da cidade de Panguipulli, assim como a delegacia, o tribunal de justiça e os correios da cidade após o assassinato arbitrário e em plena luz do dia do artista de rua Francisco Martínez enquanto esse exercia sua profissão, no dia 6 de janeiro.

O vídeo do assassinato cometido pelos agentes de repressão foi postado na internet, tendo uma repercussão enorme. Após isso, milhares de manifestações exigindo justiça para Francisco foram vistas. Nos protestos de rua, foram registrados confrontos entre os manifestantes e a polícia, com o povo erguendo barricadas improvisadas e atirando pedras contra a polícia durante os protestos.

Também foram registrados vídeos em que se flagram a ação repressiva truculenta da polícia, se utilizando de bombas de gás, prisões arbitrárias e agredindo gravemente manifestantes

Na Província de Santiago, na comuna Ñuñoa, milhares de pessoas protestaram contra a morte do artista de rua, na noite do dia 06/01. Se reunindo na Praça Ñuñoa, os manifestantes logo foram reprimidos pela polícia com gás lacrimogêneo e jatos de água, sob o pretexto de ser uma aglomeração proibida devido à pandemia. Os manifestantes, por sua vez, responderam erguendo barricadas e jogando pedras nos policiais.

Em que contexto foi assassinado o jovem?

Francisco Martínez, conhecido como Pancho pela população local, era um artista de rua malabarista. Enquanto fazia malabares com espadas de circo, que não proporcionam perigo algum, foi parado pelos policiais que, segundo o monopólio de mídia, alegaram que estavam “incomodados”. Após se recusar a parar com seu malabarismo, pediram seus documentos, e pelo fato de que o jovem não os possuía no momento, os policiais, então, passaram a reprimir e consequentemente a assassinar o artista de rua à sangue frio.

Confira abaixo o vídeo do momento da agressão:

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

LEIA TAMBÉM

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de Apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
todo sábado, às 9h30

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Paula Montenegro
Taís Souza
Rodrigo Duarte Baptista
Victor Benjamin

Ilustração
Paula Montenegro