USA: Contra condições desumanas, presos de St. Louis iniciam incêndio e enfrentam a polícia

Presos protestam contra sistema carcerário. Foto: Robert Cohen.

Nas primeiras horas do dia 6 de fevereiro, desencadeou-se uma revolta generalizada por detentos em uma prisão da cidade de St. Louis, no estado de Missouri (USA). O protesto teve como motivo as péssimas condições de vida do presídio, que se agravaram com novas medidas restritivas adotadas pelas “autoridades” sob pretexto do novo coronavírus. 

Na transição de dezembro para janeiro, duas revoltas por presos já haviam ocorrido na cidade de St. Louis. Os encarcerados foram bastante afetados desde o início da pandemia, seja pela restrição de visitas ou até mesmo a paralisação de seus processos judiciais em andamento.

Na revolta de fevereiro deste ano, a partir do quarto andar do prédio que ocupavam, cerca de 115 encarcerados iniciaram focos de incêndio, causaram inundações e quebraram janelas da prisão, atirando objetos para fora. Dezenas de policiais foram acionados e precisaram de horas para conter a revolta. Um dos guardas foi ferido e precisou ser hospitalizado.

Em vídeos divulgados na internet, pode-se ver os presos do Centro de Justiça de St. Louis nas janelas do quarto andar enquanto erguiam cartazes com denúncias e lançavam objetos na calçada abaixo. Equipamentos de ginástica, assim como cadeiras e colchões, foram jogados para fora. 

Para iniciar uma inundação no andar, os presos entupiram vasos sanitários e pias. A água causou diversos danos aos móveis e objetos da prisão. Além disso, iniciaram-se focos de incêndio, que precisaram ser apagados pelos bombeiros. As marcas deixadas pelo fogo continuaram visíveis na parte frontal do prédio.

As “autoridades” da cidade se manifestaram, ameaçando penalizar supostos envolvidos no ocorrido. Diversos presos foram transferidos para um outro centro de detenção local.

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