DF: PMs agridem bancários durante greve nacional

Trabalhadores do Banco do Brasil são covardemente agredidos pela PM do Distrito Federal. Foto: Reprodução.

No dia 10 de fevereiro, trabalhadores do Banco do Brasil foram duramente reprimidos por agentes da Polícia Militar (PM). O fato se deu durante greve da categoria dos bancários. Os trabalhadores organizaram e deflagaram a greve contra as demissões em massa promovidas pela estatal por ordem do governo Bolsonaro/generais. Este era o dia de paralisação nacional da categoria.

As agressões começaram quando cerca de 200 trabalhadores protestavam no edifício sede 1, na garagem setor bancário sul. Os PMs atacaram os bancários em greve. O fato se deu da seguinte forma, de acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Kleytton Morais: “a tenente-coronel passou por cima do movimento de forma irresponsável, atacando com gás de pimenta e cassetetes, fomos violentamente reprimidos pela Polícia Militar, em um descompromisso com qualquer código de honra e ética", denunciou o sindicalista.

A paralisação do dia 11/02 atingiu todo o território nacional e fez parte da luta dos trabalhadores do Banco do Brasil contra o desmonte feito pela equipe econômica do governo. A medida, por sua vez, foi liderada pelo Chicago boy Paulo Guedes que, já afirmou ser o seu “sonho” privatizar o banco estatal.

Para dar seguimento ao plano do governo, a direção do banco já demitiu 5,4 mil funcionários por meio do “Plano de Demissão Voluntária (PDV)”. O banco também planeja já a partir do dia 22/02 fechar 361 unidades. Dentre elas estão 112 agências do Banco do Brasil. Segundo informações do sindicato da categoria, outras 243 agências devem ser rebaixadas a postos de atendimento, com essas medidas, o sindicato dos Bancários de Brasília estima que 10 mil pessoas já perderam 40% da renda.

Contudo, Kleytton Morais afirma que os trabalhadores continuarão na luta para barrar a privatização e o consequente corte de direitos. “Com a paralisação do dia 29 de janeiro e com a decretação agora do estado de greve, os bancários e bancárias do Banco do Brasil demonstram disposição de resistir e lutar, apesar de toda pressão, ameaças e perseguição da direção do banco”, diz o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília

“Os trabalhadores não sucumbem diante da instauração do terror com descomissionamentos e descensos. E mostram que, com unidade, é possível vencer o medo e derrotar a política do atraso implementada pelo governo”, concluiu o dirigente.

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