Forças Armadas: depois da picanha, o bacalhau e o whisky

Whisky, bacalhau, picanha, cerveja e leite condensado: menu do Alto Comando das Forças Armadas. Charge por CRISVECTOR. 

Os arautos da moralidade atacam novamente. Depois de gastos milionários e bastante suspeitos com leite condensado, chicletes, toneladas de picanha, pizzas e refrigerantes (tudo sob o estranho argumento de se tratar de “ração para a tropa”) surgem outros itens, "indispensáveis" para a vida na caserna. 

O bacalhau, alimento cada vez mais raro na mesa do brasileiro, não faltou para os militares, que adquiriram mais de 140 toneladas (!) por R$ 150 o quilo – preço quatro vezes mais alto do que o vendido por atacado. Sem mencionar o esbanjamento por si indecente, causa questionamento o quão mal negociantes parecem os castos generais envolvidos na logística, a ponto que acharem razoável pagar um preço tão desproporcional. Ou, quem sabe, se trata de desvio de dinheiro público, crime de enriquecimento ilícito, tão rasteiro e medíocre quanto a mentalidade dessa gente. A compra foi feita pelo Comando da Aeronáutica.

Mas, ora, não pararam aí. O que seria de um bom oficial reacionário de Forças Armadas putrefatas sem o seu destilado, pago obviamente com dinheiro alheio? As Forças Armadas compraram, em meio à pandemia, garrafas de whisky e conhaque hiperinflacionadas. Tal foi a compra do 38º Batalhão de Infantaria, que, sozinho, comprou dez garrafas Ballantine's. Mas não um whisky qualquer, da ralé, mas sim whisky 12 anos! Claro! E o preço... bem, isso é o de menos para quem usufrui dinheiro público para fins pessoais: R$ 144,12 a garrafa.

O Comando da Marinha não ficou atrás. Resolveu também entrar na onda e comprou 15 garrafas de Johnnie Walker, 12 anos. O preço? R$ 164,18. O Batalhão Naval da Marinha, em setembro de 2020, seguiu o exemplo e adquiriu 660 garrafas de conhaque. Todas as informações constam no Painel de Preços do Ministério da Economia.

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Como dito à exaustão, a alta oficialidade das Forças Armadas, educada no criminoso manual de guerra às massas em função da dominação imperialista e das classes dominantes locais, embora se apresente como as vestais da moralidade, é precisamente o contrário. A corrupção que ora se escancara e a boa-vida odiosa que levam, como senhorzinhos feudais da modernidade, é, na verdade, coerente com o que defendem, com o que praticam e com sua missão de serem os assassinos profissionais da reação. 

Como professam seus próprios generais: os militares – reacionários – são aqueles cuja profissão é, quando acionados, "matar o inimigo". Sendo o inimigo as próprias massas, que incoerência existe em montar em cima dos impostos pagos por ela e desfrutar deles a seu bel-prazer (desde que escondido)? Todavia, como diz o saber popular, “as máscaras caem” e a real missão genocida das Forças Armadas se revela hoje, e se revelará como nunca, daqui em diante. Quem viver verá.

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