Iraque: Milícias voltam a atingir base militar do USA com foguetes

Telhado de um edifício danificado após disparos de foguetes contra base aérea ianque em Erbil, no Iraque. Foto: Azad Lashkari.

Na noite de 15 de fevereiro, uma série de foguetes foram lançados contra uma base aérea em Erbil, na região curda do Iraque, no norte do país, onde estão alocadas tropas do Estados Unidos (USA) e da coalizão internacional que ele lidera. Foi reportado que um empreiteiro civil estrangeiro foi morto pela ação, e outras três pessoas foram feridas, incluindo um agente ianque. 

Segundo o monopólio de imprensa Al Jazeera, foi a primeira vez em quase dois meses que grupos contrários à intervenção imperialista no Iraque atingiram instalações militares ou diplomáticas ianques. Durante o ano de 2020, dezenas de ações militares similares foram realizadas, uma escala que se deu após o ataque orquestrado pelo USA que assassinou o general iraniano Qassem Soleimani, em janeiro daquele ano. 

O porta-voz da coalizão – que atua sob o nome operacional "Inherent Resolve" –, Wayne Marotto, declarou que 14 foguetes de 107 mm foram lançados perto do aeroporto de Erbil, e que três atingiram diretamente a base. O aeroporto é onde a maioria das tropas que participam da intervenção estrangeira estão concentradas. 

A "Inherent Resolve" é o nome da operação dos militares ianques para uma suposta intervenção internacional contra o "Estado Islâmico" (EI), que era composta por campanhas no Iraque e na Síria, além de outra intimamente relacionada na Líbia. Apesar de a campanha no Iraque ter sido dada como encerrada em 2017, 2,5 mil soldados ianques continuam no país, incluídos entre o total de 3,5 mil militares que participam da coalizão atualmente, mantendo uma ocupação indesejada e criminosa. 

A autoria do ataque foi reivindicada por uma das milícias xiitas que atuam no país, ligadas ao Irã, que se autodenomina Awliyaa al-Dam ("Guardiões do Sangue"). Cerca de uma dúzia de grupos assim surgiram no curso de 2020, responsáveis por ataques contra bases, instalações e comboios militares ligados ao imperialismo ianque. Em janeiro de 2020, por exemplo, uma série de ataques com mísseis atingiu a base aérea de Ain al Assad, na província de Anbar, ferindo mais de 100 soldados ianques. 

“A ocupação americana não estará a salvo de nossos ataques em qualquer polegada da pátria, mesmo no Curdistão, onde prometemos realizar outras operações qualitativas”, declarou oficialmente o Awliyaa al-Dam, segundo informações da Organização Não Governamental (ONG) Intelligence Group.

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