AM: Hospital militar reserva leitos enquanto filas de espera aumentam

Hospitais militares do Amazonas reservam leitos para militares enquanto a população é transferida para outros estados por falta de leitos. Foto: Reprodução

Durante o colapso da saúde no estado do Amazonas, os Hospitais das Forças Armadas (FFAA) estavam com mais da metade dos leitos reservados para a Covid-19 ociosos. A razão seria de que eles estavam sendo guardados para "eventuais adoecimentos de militares e seus familiares".

Essa atitude ocorreu no contexto do Estado estar passando pela maior crise sanitária de sua história. Em 29 de janeiro, eram mais de 500 pessoas aguardando por uma vaga, enquanto 52 leitos permaneciam vazios nos hospitais militares.

Com os hospitais públicos e particulares lotados, os doentes mais graves precisaram ser transferidos. Desde 15 de janeiro, 529 pessoas foram levadas a outros estados e ao Distrito Federal. Dentre elas, 37 morreram e 173 se recuperaram.

São dois os hospitais das Forças Armadas localizados em Manaus: o Hospital da Aeronáutica e o Hospital Militar de Área de Manaus, além de uma Policlínica Naval.

Segundo boletim da Secretaria da Saúde do Amazonas divulgado em 10 de fevereiro, 84 dos 116 leitos (ou 72,4% do total) destinados para pacientes de Covid-19 estavam livres nos hospitais militares. Enquanto isso, 278 pacientes aguardavam na fila oficial (217 em Manaus e 61 no interior).

Em maio de 2020 o Movimento Popular Unificado de Belém entrou com ação na Justiça Federal cobrando a liberação dos leitos dos Hospitais Militares de Belém que também enfrentou falta de leitos de UTI, desesperado o povo chegou a invadir um hospital, enquanto o Instituto Médico Legal estava sem espaço para os corpos dos trabalhadores, caos na saude piora e povo revoltado exige tratamentos.

Ignorando as mortes e o caos sanitário, a Justiça Federal não liberou os leitos alegando que as unidades de saúde só podem realizar atendimentos aos militares e seus dependentes legais.

Especialista em Saúde critica reserva de vagas

A vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a sanitarista Bernadete Perez, criticou a reserva de leitos das Forças Armadas (FFAA): “Não tem cabimento transferir doentes sem utilizar toda a capacidade instalada, ainda mais durante uma epidemia com restrição de mobilidade”, afirmou Bernadete.

A sanitarista ainda explicou que todos os leitos das FFAA são bancados com dinheiro público, ou seja, deveria servir ao povo também, ainda mais num cenário de emergência sanitária: "Todo leito das Forças Armadas –bancadas com recurso público– tinha de ser disponibilizado para a população".

Outras entidades também já tentaram que leitos e hospitais das forças armadas fossem usados para atender a toda a população, porém todos esses pedidos foram negados pelo Ministério da Saúde, que não por acaso é comandado por um militar de alta patente.

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