SP: Manifestantes fecham rodovia com barricadas em chamas para exigir volta do auxílio emergencial e vacinação para todo o povo

Barricada em chamas interdita rodovia Régis Bittencourt, durante protesto por auxílio emergencial e vacina Foto: Povo Sem Medo.

Na manhã do dia 19 de fevereiro, trabalhadores e integrantes de movimentos sociais atearam fogo em pneus e bloquearam a pista sentido capital, da rodovia Régis Bittencourt, na altura de Itapecerica da Serra, em São Paulo.

Os manifestantes ainda escreveram palavras de ordem no asfalto e em faixas exigindo a volta do auxílio emergencial. Outras manifestações aconteceram em vários pontos da região metropolitana de São Paulo e do ABC paulista, também com rodovias sendo fechadas com barricadas.

No dia 18/02 outra manifestação por auxílio emergencial e vacinação para todos aconteceu. Coletivos, principalmente ligados a luta do povo preto, realizaram atos de propaganda e agitação em várias cidades do país. Manifestantes levaram marmitas vazias para os atos, afim de simbolizar os milhões de brasileiros que estão sem ter o que comer devido a crise geral que assola o país que foi agravada pelo o coronavírus. Os manifestantes chegaram a fechar a avenida Paulista, importante via do centro de São Paulo.

No Rio de Janeiro os atos aconteceram na capital fluminense e nos municípios de Belford Roxo e Macaé. Em entrevista ao monopólio de imprensa G1, Wesley Oliveira, um dos coordenadores do ato em Belford Roxo, disse: "O governo quer dar só um terço desse valor, que é R$200. Isso é inaceitável. As pessoas precisam comer até o fim dessa pandemia. Sem falar que a vacina precisa chegar para todo mundo".

Ato em Belford Roxo exige auxílio emergencial e vacina. Foto: Reprodução.

Fim do auxílio emergencial, aumento da cesta básica e ameaça de protestos populares

Surgido em março, após um acordo feito pelo Congresso e o Planalto, o auxílio inicialmente seria de R$200 por vontade do presidente fascista e sua equipe econômica. Porém, percebendo que isso agravaria ainda mais a crise do capitalismo burocrático no país, causando miséria e instabilidade social e política com ameaça de protestos populares, os representantes do chamado ‘centrão’ e da direita civil-militar fizeram pressão para que o valor aumentasse para R$600.

Em 2021, o auxílio foi suspenso. Contudo a pandemia continua ceifando a vida de milhares de brasileiros e as mortes se mantêm acima de 1000 por dia. Para piorar a situação das massas o desemprego continua altíssimo e o preço da cesta básica aumentou em todas as capitais, segundo informou o relatório do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese) em estudo divulgado no dia 11 de janeiro. De acordo com a pesquisa, a carne, o leite, a manteiga, o arroz, a soja e a batata foram os alimentos que mais tiveram alta.

São Paulo tem a cesta básica mais cara do país. Em dezembro de 2020 custava R$ 631,46, sendo que no mesmo mês o salário mínimo era de R$ 1.045, ou seja, 53,45% do salário mínimo.

Somente com a redução do auxílio de R$600 para os R$300 no fim do ano passado, 75% das famílias já reduziram a compra de alimentos, e 65% diminuíram a compra de remédios. Segundo a pesquisa do Datafolha, divulgada em dezembro de 2020.

Com o auxílio, embora o valor não dê para assegurar o sustento e ainda se passe fome, se pôde mitigar momentaneamente o sentimento de abandono e desprezo, abandono e desprezo reais que dispensam ao nosso povo esses governos e velho Estado. Toda essa política tem por preocupação central a inevitável degradação social, a cada dia agravada e prestes a converter-se, num salto, em caos social e grandes rebeliões de massas.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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