Chile: Brutalidade policial provoca novos protestos combativos

Manifestantes incendeiam carro dos Carabineros. Foto: Reprodução

Os Carabineros do Chile (polícia militarizada) agrediram, atropelaram e atiraram com objetos “não-letais” contra o olho de manifestantes em um protesto de uma centena de pessoas na capital, Santiago, no dia 19 de fevereiro. Os manifestantes exigiam a liberdade dos presos políticos das manifestações que ocorrem desde 2019, dos presos arbitrariamente durante a pandemia da covid-19, além de repudiar a velha ordem de exploração e opressão.

De forma brutal e truculenta, os Carabineros reprimiram a centena de manifestantes que protestavam na praça central, a Itália (rebatizada pela massa de Praça da Dignidade), em algumas estações de metrô e fechando diferentes ruas.

Em suas ações os Carabineros lançaram jatos de gás lacrimogêneo e água, atropelaram uma pessoa com um carro da polícia, assediaram as brigadas de profissionais de saúde que prestam socorros aos manifestantes, espancaram manifestantes deixando um inconsciente; eleles também causaram mais um trauma ocular, somando ao número oficial de 365 traumas durante os protestos, dessa vez contra uma professora de filosofia presente nas manifestações.

Nos vídeos que circularam na internet, vê-se entre os muitos gravados, um policial batendo violentamente com um cassetete em uma pessoa que estava no chão, imobilizada, e depois golpeando qualquer pessoa que estivesse por perto. Outros vídeos gravados também mostram um manifestante sendo enforcado com um golpe de mata-leão dentro de uma van dos Carabineros, e pessoas sendo arrastadas por diversos policiais até camburões para serem detidas.

Apesar da brutalidade policial, os manifestantes resistiram até o final do dia.

Massas respondem à violência policial contínua

Alguns dias antes, em 12/02, violentos enfrentamentos também haviam ocorrido entre a polícia e manifestantes após ações atrozes por parte dos agentes do velho Estado. Os cerca de 600 manifestantes, que reivindicavam o mesmo que no dia 19, foram atacados com jatos d’água e bombas de gás lacrimogêneo quando se aproximavam do monumento ao general genocida Manuel Baquedano.

Como resultado do ataque policial, os manifestantes lançaram objetos contundentes e coquetéis Molotov contra os Carabineros. Eles fizeram recuar um contingente policial e incendiaram um veículo dos Carabineros.

No contexto de agudização do enfrentamento, uma arma, coletes à prova de bala e um escudo dos policiais foram levados do veículo.

Cerca de 45 manifestantes foram presos e 32 policiais ficaram feridos. Não foi divulgado pelo monopólio de imprensa o número de manifestantes feridos.

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