Caminhoneiros e motoristas de aplicativo protestam contra aumento no preço da gasolina por todo o país

Caminhoneiros protestam contra aumento do ICMS e fazem carreata com 200 caminhões em Minas Gerais. Foto: Henrique Simões.

Influenciados pelos acontecimentos envolvendo o recente aumento de preços da Petrobrás, em que o governo de Bolsonaro/generais maneja para culpar os governadores, e vice-versa, as massas trabalhadoras cujo ganha pão depende diretamente do trabalho em automóveis realizaram protestos por todo o país nas últimas semanas.

Em Minas Gerais, motoristas de caminhões tanques, conhecidos como tanquistas, fizeram uma grande ato, na manhã do dia 25 de fevereiro. A categoria, que está em greve, se reuniu nas imediações da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na região metropolitana. De lá, 200 caminhões seguiram em carreata até a cidade administrativa, sede do governo de Minas Gerais. Trabalhadores do setor afirmam que a alíquota ICMS sobre o óleo diesel em Minas é a mais alta do Brasil. Atualmente, a alíquota do diesel é de 15%.

O preço médio do litro do diesel nas refinarias está em R$ 2,58, após aplicação de reajustes de R$ 0,34. Esta foi a  terceira correção no óleo diesel em 2021.

No Pará, caminhoneiros e motoristas de aplicativo fizeram um ato em Belém e na região metropolitana do estado, no dia 22 de fevereiro. Eles protestam contra o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e contra o consequente aumento no preço do combustível.

Os trabalhadores fecharam diversos trechos da BR-316, nas regiões de Marituba e Castanhal e Mosqueiro. Os caminhoneiros montaram barricadas na BR e atearam fogo em pneus. O ato paralisou o trânsito por cerca de duas horas e impediu a circulação de mercadorias.

Motoristas de aplicativo se juntaram aos caminhoneiros e também protestaram contra o aumento dos preços. Eles interditaram uma das vias da avenida Almirante Barroso, em frente ao Palácio do Governo em Belém. Outros atos também ocorreram em diferentes pontos da capital do Pará.

Toda essa situação coloca a possibilidade de uma greve nacional  dos caminhoneiros na ordem do dia, fato que assombra os reacionários brasileiros, pois aprofundará ainda mais a crise geral do Capitalismo Burocrático em nosso país.

Caminhoneiros bloqueiam BR-316 no Pará em protesto contra aumento no preço do combustível. Foto: Fábia Sepeda.

Aumento de preços da gasolina

A Petrobrás aumentou em quase 35% o valor da gasolina e em 5% o valor do óleo diesel.O aumento visa equiparar o preço do combustível brasileiro ao do mercado internacional.

Contudo, este aumento pauperizada ainda mais a já calamitosa situação dos caminhoneiros, como bem foi explicitado pelo editorial do AND: Material explosivo na situação nacional, que diz “os aumentos do diesel, a Petrobras afirma que visa tornar o preço doméstico compatível ao preço internacional para compensar as operações das importadoras. É reflexo da dominação horrenda a que está submetida a Nação: tirar dos caminhoneiros para transferir aos grandes acionistas podres de ricos, estrangeiros e locais.”

Cobrado pelos trabalhadores, Bolsonaro tenta jogar a conta dos aumentos de preços em cima dos governadores, fazendo assim a sua política de tirar o corpo fora e dizer que não tem culpa dos problemas da nação da qual é o presidente e comandante supremo das Forças Armadas. 

Sobre essa disputa palaciana, o mesmo editorial traz: “Bolsonaro, por um lado, não quer fazer nada para resolver o que demandam os caminhoneiros. Sendo defensor dos interesses da grande burguesia – incluído o seu setor rentista petrolífero e dos monopólios das contratadoras de fretes –, não vê justiça nessa história de onerar os interesses do capital. E, também, nada pode fazer com relação aos escorchantes impostos, porque deve administrar precisamente essa velha ordem gerada pela dominação imperialista e pelo atraso nacional com os quais é comprometido, cuja consequência é a crônica crise fiscal. No entanto, como hábil político de extrema-direita busca, com palavrórios os mais pedantes e medidas cosméticas, como redução insignificante de impostos na ponta (PIS/Cofins), retirar de si a responsabilidade quando ela toda recai sobre ele. Com isso, o fascista busca criar condições para atirar a fúria da greve, se ela vingar, contra os governadores, que têm menos margem de manobra fiscal para fazer acenos demagógicos com impostos, buscando tirar disso proveito eleitoral. Isso, todavia, é uma manobra frágil: já se vê importantes lideranças naturais dos caminhoneiros dizendo-se arrependidos por debitar a melhora na situação da categoria à eleição do capitão.”

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