Patriotas iemenitas atingem instalações militares e petrolíferas da Arábia Saudita

Fotografia tirada na refinaria da Saudi Aramco em Ras Tanura, em 1/10/2018, a qual um grupo de patriotas iemenitas afirma ter atingido. Foto: Brent Lewis.

No dia 7 de março, forças patrióticas da Resistência Nacional do Iêmen dispararam mísseis balísticos e drones contra uma instalação da petrolífera monopolista Saudi Aramco, em Ras Tanura, e alvos militares nas cidades sauditas de Dammam, Asir e Jazan. O movimento Houthi, como é conhecido o grupo xiita que tem lutado desde 2015 contra as agressões da monarquia feudal-burocrática da Arábia Saudita, que conta com o apoio do Estados Unidos (USA) e Inglaterra, e busca derrubar o governo de Abedrabbo Mansour Hadi, próximo dos sauditas. 

O porta-voz militar houthi, Yahya Sarea, disse que 14 aviões não tripulados (drones) e oito mísseis balísticos foram utilizados no ataque através da fronteira entre os dois países, em uma "ampla operação no coração da Arábia Saudita".

O ministério de energia saudita, corroborando a declaração dos houthis, afirmou que um pátio de armazenamento de petróleo em Ras Tanura, onde está localizada uma refinaria de petróleo e a maior instalação de carregamento de petróleo offshore do mundo, foi atacado por um drone. 

Pouco depois do anúncio do ataque ao coração da indústria de petróleo, no dia 8/03 os preços de futuros de petróleo bruto subiram acima de 70 dólares o barril. Esse nível não era alcançado desde o início da pandemia de Covid-19. 

Separadamente, a coalizão afirmou ter realizado ataques aéreos contra alvos militares Houthi na capital iemenita, Sanaa, e nos distritos de Al Nahda e Attan. De acordo com o monopólio de imprensa Al Jazeera, em Sanaa colunas de fumaça e fogo puderam ser vistas sobre a capital depois que caças sauditas bombardearam complexos militares dos houthis. Segundo o jornal, nenhuma vítima foi registrada, mas os ataques espalharam terror e medo entre os civis na área. 

Na semana anterior, os houthis dispararam um míssil contra uma planta de distribuição de produtos petrolíferos da Aramco na cidade de Jeddah, no mar Vermelho, que já havia sido atingida anteriormente pelo grupo em novembro de 2020, em um dos seus tanques de armazenamento.

Em 26 de março de 2015, nove países lançaram a operação aérea conjunta chamada "Tempestade Decisiva", encabeçada pela Arábia Saudita, para frear o avanço dos houthis, que hoje tem controle sobre a maior parte do território nacional e buscam agora tomar a capital, e em apoio a Hadi, exilado em Riad (capital saudita). Desde então, a guerra de agressão ao Iêmen já deixou mais de 10 mil mortos, a maioria decorrente dos ataques aéreos e bombardeios diuturnos lançados pela coalizão assassina, que também impõe um bloqueio ao país, impedindo a entrada de comida e insumos, de forma a esmagar ainda mais o povo e a Nação iemenitas.

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