China doa 300 mil doses de vacina à ONU para manutenção dos seus interesses na África

Patrulha de "manutenção da paz" da ONU em Bria, República Centro-Africana. Foto: AP.

A China vai doar 300 mil doses de vacinas contra Covid-19 às “Forças de Paz” da Organização das Nações Unidas (ONU). Terão prioridade os soldados que atuam na África, continente onde o país social-imperialista atua com exploração econômica e desenvolve atuação militar na tentativa de se desenvolver como superpotência.

Missão permanente do Estado imperialista fascista chinês na ONU destacou, no dia 15 de março, em comunicado ao monopólio de imprensa, que este é “mais um passo para tornar as vacinas do país um bem público global” e uma demonstração do “apoio firme e contínuo da China às Nações Unidas e ao multilateralismo”. Evidenciando como os organismos multilaterais imperialistas são, na verdade, um balcão de negócios.

O que está por trás da “ação caridosa”, é a exploração semicolonial e/ou colonial dos países africanos pelo imperialismo Chinês, realizado através da estratégia de aplicar uma guerra de baixa intensidade utilizando a Organização.

A quê e a quem servem as tropas da ONU?

Os tropas da ONU são tropas cooptadas dos países imperialistas que têm interesse em disputar a hegemonia do domínio colonial do país onde elas se encontram. Na África, essas tropas genocidas se encontram na República Centro-Africana, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Libéria, Mali, Sudão do Sul, Sudão, Darfur (em atividade conjunta com a União Africana), em Abyei e no Saara Ocidental.

Por sua vez, a China é agora o maior “parceiro comercial” da África, com o comércio sino-africano chegando a 200 bilhões de dólares por ano. De acordo com a McKinsey (“consultora estratégica global”), mais de 10 mil empresas chinesas operam atualmente em todo o continente africano, e o valor dos negócios chineses lá desde 2005 chega a mais de 2 trilhões de dólares, com 300 bilhões de dólares em investimentos atualmente.

Em 2012, o FMI revelou que a China detinha 15% da dívida externa da África e, apenas três anos depois, cerca de dois terços de todos os novos empréstimos do continente vinham da China.

Mais de um terço do petróleo da China vem da África, assim como 20% do algodão do país. A África possui cerca de metade do estoque mundial de manganês, um ingrediente essencial para a produção de aço, e a República Democrática do Congo, por si só, possui metade do cobalto do planeta. A África também tem quantidades significativas de coltan, que é necessário para a eletrônica.

Na República Democrática do Congo (RDC), por exemplo, a dominação econômica Chinesa se demonstrou claramente no acordo de infraestrutura para minerais de 2008, que atribuiu direitos de mineração à China em troca de um investimento substancial na infraestrutura do país. No final de 2007, uma "joint venture" ("aliança comercial", em português) foi constituída para executar os termos do contrato. Chamava-se Sino Congolaise des Mines (Sicomines) e era constituída com uma participação majoritária chinesa de 68%. O investimento chinês de 6 bilhões de dólares seria dividido igualmente entre projetos de mineração e desenvolvimento de estradas, ferrovias, escolas, hospitais e barragens.

Pelo acordo, a China receberia 10 milhões de toneladas (mt) de cobre e 600.000 mt de cobalto a um valor estimado de 50 bilhões de dólares em um período de 25 anos. Já em 2016, fontes domésticas estimaram que apenas 1,2 bilhões de dólares foram gastos em infraestrutura e créditos de mineração combinados no país.

A RDC é o lugar do mundo onde se encontram as maiores "tropas de paz" da ONU. Também foi onde, em novembro de 2019, os escritórios da "missão de paz" foram invadidos, queimados e saqueados pelas massas rebeladas.

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