Norte de Minas: Camponesas do MFP em Manga e na área camponesa Vanessa celebram o 8 de março

Nos dias 6 e 7 de março, as companheiras dos núcleos do MFP na cidade de Manga e na área camponesa Vanessa realizaram reuniões em celebração ao dia 8 de março e homenagem à companheira Sandra Lima, fundadora do MFP no dia em que completaria 66 anos. Em meio ao agravamento da pandemia nas cidades menores e reedição das medidas de isolamento social impositivo, as companheiras organizaram as atividades assegurando as medidas sanitárias afirmando mais uma vez que só o povo unido e organizado pode parar a pandemia.

Na abertura o canto da Internacional remarcava o caráter classista da data, seguido da exposição de seu significado histórico. Com apresentação dos painéis que ornamentavam as reuniões: as dirigentes comunistas Clara Zetkin, Nádia Krupskaia, Chiang Ching, Nora e Anuradah Ghandi. Fotos das conquistas das mulheres no socialismo; da participação das mulheres nas lutas populares no Brasil e no mundo; e destaque as heroínas de nosso povo brasileiro Dandara, Anita Garibaldi, Olga Benário, Elizabeth Teixeira, Alexina Crespo, as guerrilheiras do Araguaia e a companheira Elzita Rodrigues, fundadora do MFP e da LCP no Norte de Minas.

A discussão da situação política levantou bem alto a consigna ``Vacina para o povo já!”. Realizou-se estudo boletim desmascarando o papel genocida desse velho Estado em meio a pandemia, foi muito participativa com denúncias de como as ações do velho Estado são de repressão às massas, a piora das condições de vida do povo, a situação de acirramento da luta pela terra, e a necessidade de levantar a luta do povo em defesa de seus direitos. 

A apresentação do relatório das atividades desenvolvidas no último ano abriu vários debates e propostas de atividades que podemos desenvolver impulsionando os CSDP- Comitês Sanitários de Defesa Popular, envolvendo a juventude, fortalecendo os núcleos e elevando cada vez mais a participação das mulheres. 

No encerramento, as companheiras assistiram vídeos de música e dança em homenagem a Chica Pelega uma das lideranças da resistência camponesa de Contestado o que animou a todas com a história de combatividade. De punhos erguidos diante da bandeira do MFP foi cantado o hino Lutadoras da Revolução e entoadas palavras de ordem. 

Como primeira atividade após as reuniões foi realizada a banquinha com agitação, distribuição de panfletos e cartazes da campanha exigindo testagem em massa e “vacina para o povo já”, no centro da cidade de Manga, com participação dos dois núcleos. A bandeira do MFP convocava as mulheres do povo para assumir ativamente a luta contra o genocídio praticado por este governo de generais que primeiro abandonou o povo a própria sorte e agora nega o direito a vacina, junto do presidente falastrão, que chamou o coronavírus de gripezinha e a esta altura já deve ter furado a fila da vacina pra ele e sua família.

Durante a atividade da banquinha, várias pessoas aproximaram e pegaram cartaz da campanha, compraram o jornal A Nova Democracia e algumas edições antigas também foram entregues como propaganda. As companheiras já planejam a realização da banquinha em novas datas.

Viva o dia 8 de março: dia internacional da mulher proletária!

Viva o Movimento Feminino Popular!

Vacina para o povo Já!

Abaixo o isolamento impositivo! Pelo direito de ir e vir e lutar pelos nossos direitos!

Abaixo o governo genocida de generais e Bolsonaro!

Mulheres levam a bandeira do movimento Feminino Popular em manifstação. Foto: Banco de dados AND

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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