MS: Pistoleiros torturam e provocam perda de audição em indígenas do povo Guarani-Kaiowá

Indígenas são torturados por pistoleiros a mando do latifúndio. Foto: Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib)

No dia 16 de março, pistoleiros a mando do latifundiário suposto dono da Fazenda Querência, em Aral- Moreira, estado do Mato Grosso do Sul, torturaram indígenas do povo Guarani-Kaiowá.

De acordo com denúncias realizadas pelo Conselho da Aty Guasu, do povo Guarani-Kaiowá, os pistoleiros invadiram a área indígena, Tekoha Guaiviry, com uma caminhonete e renderam os indígenas. Durante o ataque, gritaram: “Vocês vão morrer hoje!”. Uma série de tiros foram disparados perto dos ouvidos dos indígenas, deixando-os surdos. Ainda ensaguentados após a tortura, escaparam.

O ataque ocorreu na estrada dentro da área, localizada em frente a Fazenda Querência, suposta propriedade do latifundiário Idelfino Maganha, que é denunciado pelo envolvimento no assassinato e ocultação de cadáver do cacique Nisio Gomes em novembro de 2011, fato denunciado na época pelo AND. Assim como o ocorrido nesta ação, na época do assassinato do cacique, duas caminhonetes conduzidas pelos pistoleiros, retornaram a Fazenda depois do crime.

Leia também: Guarani e Kaiowá resistem no Mato Grosso do Sul - Entrevista com liderança indígena

A Tekoha Guaiviry, onde moram mais de 150 indígenas, é fruto de uma retomada. Porém, o povo guarani afirma que a área teria sido demarcada como indígena ainda no século 19, em ocasião da criação da Terra Indígena Amambaí, quando os indígenas foram transferidos à área considerada terra devoluta.

Em 2004, os indígenas foram atacados e expulsos da Tekoha por latifundiários e pistoleiros da região. Em julho de 2006, retomaram a área, porém novamente foram expulsos, só que desta vez pela Fundação Nacional do Índio (Funai) em conluio com o latifúndio. Por fim, em 2011, conseguem retomar as terras e neste momento o ataque organizado dos latifundiários ocorre resultando, através de uma emboscada feita por pistoleiros, no assassinato do cacique Nísio Gomes. Porém, estes ataques não foram suficientes para deter a luta deste povo pela terra.

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