25 de março: 99 anos da fundação do Partido Comunista do Brasil (P.C.B.)

Em 25 de março de 2021, completam-se 99 anos da fundação do Partido Comunista do Brasil (PCB). Inspirados pela Grande Revolução Socialista de Outubro, e a inauguração, junto com ela, de uma Nova Era da Humanidade – a era da revolução proletária mundial – o proletariado brasileiro se lançou à árdua e prestigiosa tarefa de constituir o seu partido revolucionário, o Partido Comunista.
Foi assim que Astrojildo Pereira, Hermogênio da Silva Fernandes, Manoel Cendón, Joaquim Barbosa, Luis Peres, José Elias da Silva, Abílio de Nequete, Cristiano Cordeiro e João da Costa Pimenta – representando 73 comunistas espalhados em diversos cantos do país – fundaram, em março de 1922, na cidade de Niterói (RJ), o Partido Comunista – Seção Brasileira da Internacional Comunista.
Em toda sua trajetória, destacam-se vários de seus feitos heroicos. Entre eles, o Levante Popular Armado de 1935, que foi a primeira tentativa do Partido de assaltar os céus, 13 anos após sua fundação. Outro marco foi a cisão com o grupo revisionista de Prestes e a reconstrução do Partido Comunista do Brasil (com a sigla PcdoB) em 1962, quando verdadeiramente constituiu-se como partido marxista-leninista, 40 anos após sua fundação. E, por fim, a gloriosa Guerrilha do Araguaia, quando acercado ao pensamento mao tsetung propõe-se à tarefa de iniciar a Guerra Popular no Brasil.


Com a derrota da Guerrilha do Araguaia e a brutal Chacina da Lapa, na qual foram assassinados os dirigentes Pedro Pomar, Angelo Arroyo e João Batista Drummond, a esquerda na direção do Partido sofreu duras perdas, criando a situação para o abandono da linha revolucionária do Partido da guerra popular prolongada. João Amazonas e sua camarilha revisionista, sabotando o justo balanço da experiência do Araguaia encabeçaram o golpe para liquidar o Partido Comunista do Brasil enquanto partido revolucionário, dando origem a mais uma organização revisionista, sob a continuação da sigla PCdoB.


Hoje, as diferentes siglas PCdoB, PCBrasileiro, PCR, etc., se unem com um mesmo programa de viés revisionista e eleitoreiro. Segundo as publicações do Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoismo (NEMLM) que nos são enviadas, o “Partido Comunista do Brasil na clandestinidade, desenvolve há 20 anos, liderado por sua Fração Vermelha, por meio de duras lutas de duas linhas, o processo de sua reconstituição enquanto verdadeiro e autêntico partido comunista marxista-leninista-maoista, partido comunista militarizado. Período este que corresponde à segunda fase da terceira etapa de sua história, fundamentada pelas duras lutas contra linhas oportunistas de direita e de ‘esquerda’, principalmente de direita, revisionista em seu seio, em toda a sua história e na assimilação e encarnação teórico-prática da terceira, nova e superior etapa de desenvolvimento do marxismo, o maoismo”.
Conforme caracteriza o NEMLM, “cumprindo-se essa terceira etapa da sua história, com a reconstituição do PCB e a vitória completa sobre o revisionismo e todo oportunismo, se abrirá a sua quarta etapa, enquanto Partido Comunista do Brasil marxista-leninista-maoista, com o desencadeamento da luta aberta através da guerra popular prolongada pela Revolução de Nova Democracia, ininterrupta ao Socialismo, servindo à Revolução Proletária Mundial e no rumo do luminoso Comunismo”.
Publicamos abaixo parte do prólogo do livro Problemas da história do Partido Comunista do Brasil, do NEMLM.

‘Prólogo’
No Brasil, a luta pela constituição do genuíno partido revolucionário do proletariado tem percorrido um longo, complexo e difícil caminho não logrando até os dias atuais sua solução cabal. Desde o já longínquo ano de 1922, quando os pioneiros fundadores do Partido Comunista Seção Brasileira da Internacional Comunista encetaram a marcha pela constituição do partido revolucionário do proletariado brasileiro transcorreram-se mais de 90 anos. Embora o curso desta luta venha sendo feito de intensos combates, sacrifícios e sofrimentos do proletariado e das massas populares, de proezas e heroísmos de um infindável número de ardorosos militantes comunistas, tem sido marcado fundamentalmente por duras derrotas.
Em quase todo este curso, invariavelmente, careceu-se da compreensão desta questão fundamental, o da luta de duas linhas e da linha de massas. Ao longo de muitas décadas não pôde resolver plenamente e de forma acertada o problema crucial e determinante para o partido, que é o de sua linha ideológica e política, para mobilizar, organizar, politizar e armar as massas.
Não é por razão do acaso a situação calamitosa na que têm vivido e se encontram, na atualidade, o proletariado e as massas populares de nosso país. É certo que em meio das derrotas o partido comunista obteve êxitos parciais que se refletiram em ganhos políticos para a classe e as massas. Mas é inegável que os enormes esforços e sacrifícios de várias gerações de revolucionários e de nosso heroico proletariado não resultaram até os dias atuais no estabelecimento cabal do verdadeiro e autêntico Partido Comunista, e consequentemente, de maiores êxitos da revolução. Mas, é esta a história do movimento comunista no Brasil e dela, de seus intricados caminhos em meio das peripécias da luta de classes, que resultarão concretamente o estabelecimento do autêntico partido revolucionário do proletariado em nosso país e o triunfo da revolução.
No transcurso do século passado, tormentosas lutas marcaram as sucessivas crises políticas do cenário de permanente crise econômica e social que caracterizam o processo histórico do Brasil, na sua condição de país semicolonial, submetido ao domínio imperialista e sob o tacão de suas classes reacionárias de grandes burgueses e latifundiários, sustentadas no podre e burocrático Estado brasileiro.


Mesmo que o PCB não tenha podido obter por completo a principal meta que é a sua constituição como um autêntico partido marxista, de armar-se desta ideologia e da linha revolucionária proletária para conquistar o poder político para o proletariado e as massas exploradas e oprimidas, o movimento comunista e revolucionário brasileiro, entre erros e acertos, acumulou uma vasta e rica experiência, em que se destacam o Levante Popular de 35, o envio de voluntários às Brigadas Internacionais na Guerra Civil Espanhola, a luta nas duras condições de clandestinidade, as lutas operárias dos anos de 1950, as lutas armadas camponesas em Porecatú (Paraná) e Trombas e Formoso (Goiás), a Guerrilha do Araguaia e um grande acervo de estudos sobre a realidade brasileira. Experiência esta sobre a qual devem criticamente se apoiar os continuadores da grande causa revolucionária do proletariado no país.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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