MS: Visita de Milton Ribeiro à UFGD é marcada com ato combativo!

Reproduzimos a nota da Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia (ExNEPe) sobre o combativo ato de estudantes por ocasião da visita do Ministro da Educação, Milton Ribeiro, à Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), no Mato Grosso do Sul. Os estudantes defenderam a autonomia universitária, criticaram a imposição do EaD e exigiram vacina para o povo.


No último dia 8 de março, dezenas de estudantes, professores, técnicos e funcionários do Hospital Universitário da UFGD realizaram um combativo ato em defesa da autonomia universitária, contra a imposição da EaD e exigindo vacina para o povo. O ato ocorreu diante da vinda do Ministro da Educação Milton Ribeiro à Dourados com objetivo de inaugurar a nova Unidade da Mulher e da Criança, anexa ao HU-UFGD. Inauguração de fachada apenas para politicagem barata, uma vez que a unidade ainda não possui leitos, equipamentos e nem previsão de funcionamento. Junto ao ministro vieram Oswaldo Ferreira (presidente da EBSERH), Lino Sanabria (reitor-interventor da UFGD), além de diversos politiqueiros demagogos do Mato Grosso do Sul.

O ato é mais um marco da luta contra o imobilismo, provando que, mais que necessário, é possível realizar a luta por educação e saúde para o povo de maneira presencial e combativa. Foram levantados, em faixas, cartazes e palavras de ordem, diversas reivindicações contra os ataques à saúde e educação, que tem se aprofundado na pandemia. Sob um forte aparato repressivo, estudantes, professores e técnicos da UFGD levantaram mais uma vez a bandeira em defesa da autonomia e democracia universitária, exigindo a imediata saída do interventor Lino Sanabria, além da luta contra a imposição da EaD, pelo cancelamento do ENEM e realização de um novo exame e por universidades que sirvam ao povo – principalmente neste momento de pandemia.

Além destas reivindicações, funcionários do Hospital Universitário se manifestaram exigindo um novo Acordo Coletivo de Trabalho, contra o corte de direitos. Vale lembrar que, desde 2011, os hospitais universitários brasileiros são geridos pela EBSERH – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, uma empresa de tipo parceria público-privada. Representa um grande golpe ao direito do povo por uma saúde pública e mais digna, além de golpear a autonomia das universidades e seu tripé ensino, pesquisa e extensão. Nesta modalidade, os trabalhadores perdem seus direitos enquanto funcionário público, pois o interesse principal da empresa é o lucro e não os interesses da comunidade acadêmica e população em geral.

A palavra de ordem que unificou todos os presentes foi pela vacina para o povo já, contra o genocídio de Bolsonaro e generais, que já ceifaram a vida de 300 mil brasileiros pela covid-19. No momento da chegada do Ministro, a polícia retirou com truculência os estudantes que levantavam seus cartazes, demonstrando uma vez mais a quem estão servindo.

Diante do combativo ato, o próprio Ministro da Educação (que havia colocado um novo interventor na UFGD apenas algumas semanas antes) teve que se posicionar na imprensa sobre a intervenção. Para tentar acalmar os ânimos e contradições, que só se aprofundam na universidade, declarou que está tentando estabelecer uma negociação, mas sem dizer com quem ou com que intenções. A revelia de estudantes e professores, tenta uma saída para apagar o fogo, porém de forma a manter o controle sobre a universidade, objetivo das intervenções que avançam pelo país.

Esse ato, junto aos protestos realizados alguns dias antes na reitoria e outras atividades da campanha contra a intervenção e imposição da EaD como colagem de cartazes, comprovam que mesmo em meio a dispersão do movimento popular, fruto da ação convergente da reação e imobilistas, os professores, estudantes e trabalhadores não ficarão parados diante dos ataques à saúde e ensino públicos e anseiam por se mobilizar e lutar de forma combativa e presencial, único caminho para derrotar a intervenção e manter seus direitos.

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