Em vídeo camponeses do Acampamento Manoel Ribeiro fazem graves denúncias e declaram: “Não sairemos daqui!”

Abaixo reproduzimos a matéria publicada pelo Jornal Resistência Camponesa a respeito da resistência dos camponeses do Acampamento Manoel Ribeiro diante dos crimes realizados durante o cerco militar ilegal que ocorre desde o final do mês de março em Chupinguaia, Rondônia.

Camponeses levantam barricada diante da cerco militar ilegal, em grandiosa resistência que já dura mais de 10 dias. Foto: Jornal Resistência Camponesa.

A escalada de repressão contra as famílias do Acampamento Manoel Ribeiro e moradores das áreas rurais de Corumbiara e Chupinguaia – mesmo local onde em 1995 o Estado promoveu os mais hediondos crimes de tortura e execuções contra camponeses – se intensificou desde que o governador reacionário Marcos Rocha ordenou despejo ilegal e deu carta branca para as tropas militares executarem todo tipo de terrorismo contra os trabalhadores dessa região.

A operação de guerra do Estado contra as famílias acampadas ocorre mesmo após ter sido descoberta a atuação de um bando de pistolagem coordenado pelo sargento do 3º Batalhão de Vilhena, Emerson Pereira de Arruda, e contratado pelo latifundiário Antônio Borges Afonso, vulgo “Toninho Miséria” e sócios da Agropecuária Cabixi Ltda., grupo armado este do qual também tomavam parte os policiais militares: cabos Wagner Ferreira de Souza, Helson dos Santos Souza e o SD Jander Nascimento de Oliveira, além e 2 empregados do latifúndio, Eduardo do Carmo Martim e Antônio Marcos Pires, um dos quais era gerente da Fazenda Nossa Senhora Aparecida.

Em entrevista para o Resistência Camponesa, camponeses relatam com exclusividade o que de fato está ocorrendo neste momento no latifúndio Nossa Senhora Aparecida e entorno.

Assista aqui o vídeo: https://www.veoh.com/watch/v142107268JJ9n5cxK

As denúncias dos crimes praticados pela polícia se multiplicam a cada dia: ferimento e intoxicação de crianças disparos de balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio, disparo de armas de fogo contra famílias desarmadas, ameaças e perturbação da paz, interrupção da vacinação de moradores contra a Covid-19, constrangimento e coação de moradores e comerciantes da região, invasão de lote de um camponês, agressões e destruição de cerca, suspensão total do funcionamento da já precária atividade de ensino na escola rural, além de notório abuso de autoridade.

Todo esse terrorismo de Estado aplicado contra o povo com o objetivo de intimidar e despejar as famílias em favor do rico latifundiário ladrão de terras da Fazenda Nossa Senhora Aparecida.

Mas, longe de intimidar ou fazer desistir da luta, essa sanha do governo pró-latifúndio contra o povo tem despertado revolta e indignação entre os moradores de toda a região, além do justo ódio de classe nas famílias acampadas que afirmam ainda mais alto: “Não sairemos daqui!”

Os crimes perpetrados contra os camponeses de Corumbiara tem reforçado a união entre os trabalhadores e a solidariedade às famílias do Acampamento Manoel Ribeiro.

Grandes faixas com a consigna “As terras de Santa Elina estão encharcadas com sangue camponês. Não sairemos daqui” surgiram estendidas em diversas localidades no entorno do Acampamento Manoel Ribeiro e nas áreas camponesas de Corumbiara.

A vil repressão tem desmascarado cada dia mais o governador reacionário Marcos Rocha, o carniceiro de Santa Elina Hélio Cysneiros Pachá e suas polícias cães de guarda, que, por trás de discursos enganadores, têm cometido os odiosos crimes contra as famílias camponesas que colocam o alimento na mesa da cidade.

Assim, os camponeses que lutam pelo corte das últimas terras da antiga Fazenda Santa Elina ainda nas mãos de latifundiários ladrões de terra seguem resistindo e combatendo os covardes ataques das tropas militares do governador carniceiro Marcos Rocha, dia após dia. E chegam hoje ao 6º dia de uma vitoriosa resistência que tem repelido todo aparato de guerra dos criminosos Marcos Rocha e Hélio Cysneiros Pachá.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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