RJ: Água podre: buscando privatizar a água, velho Estado expõe população à contaminação e doenças

Milhões de moradores da região metropolitana são prejudicados pela água podre que é oferecida pela Cedae. Foto: Gilvan de Souza

A população da região metropolitana do Rio de Janeiro voltou a receber água de cor escura, com cheiro e gosto de esgoto nas torneiras de suas casas, neste mês de março de 2021. O problema vem da substância conhecida como geosmina, causada por algas marinhas que se misturam ao esgoto que cai nos rios que abastecem os sistema de tratamento de água da Companhia Estadual de Aguas e Esgotos (Cedae), localizado no rio Guandu, em Nova Iguaçu.

O problema, que já havia atingido os cariocas e fluminenses no início de 2020, acontece por conta de um composto orgânico produzido por bactéria que altera a cor, o gosto e o cheiro da da água. Essa substância chega até a casa dos consumidores após esgotos serem despejados nos rios afluentes do Guandu.

Metal pesado é lançado nas águas

Há alguns dias, técnicos da Cedae, na tentativa de “combater” a geosmina, lançaram Lantânio na água que abastece cerca de nove milhões. A substância é um metal pesado extremamente tóxico e poluente.

Ao todo, 190 toneladas de Phoslock, uma espécie de argila modificada que contém o lantânio, foram lançadas no rio Guandu, desde janeiro de 2020. A mais recente aplicação se deu no dia 23 de março, com 28 toneladas do produto sendo pulverizadas por uma embarcação no corpo d’água. Ao todo foram seis aplicações. Como comprovado, a medida não resolveu o problema, e poluiu ainda mais a água fornecida pela empresa.

A água que vem do Guandu, abastece os municípios de Nilópolis, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo, São João de Meriti, Itaguaí, Queimados e Rio de Janeiro.

A privatização da Cedae prejudicará ainda mais o povo do estado do Rio de Janeiro. Na imagem, uma das manifestações organizadas contra a medida. Foto: Ellan Lustosa

Ao invés de solucionar o problema, sucessivos governos promovem o sucateamento

O recorrente problema da falta de saneamento básico na região metropolitana do Rio e a falta de reformas e manutenções nas estações de tratamento da região contribuem para a má qualidade da água fornecida pela Cedae. Porém o principal é o fato de que nenhum governo nunca se propôs a corrigir tais problemas. Pelo contrário, sempre procuraram sucatear cada vez mais a Cedae, para conseguir leiloar a empresa para o capital privado.

Em 2017, em meio às reformas draconianas do governo Temer por imposição do Alto Comando das Forças Armadas, seguindo o plano do golpe contrarrevolucionário preventivo, conseguiram aprovar o Regime de Recuperação Fiscal. Nele, houve a suspensão do pagamento das dívidas do estado do Rio com a União por três anos. Como moeda de troca, previsto no “acordo”, o governo estadual teria que leiloar a companhia.

No mesmo ano da aprovação da medida, protestos combativos eclodiram contra a privatização, fato que fez com que os reacionários adiassem a ideia. Um pregão para a concessão está marcado para o dia 30 de abril, porém deve ser adiado.

Em 2017, manifestações rechaçaram a venda da empresa responsável pelo serviço de água potável. Foto: Banco de dados AND

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