PB: Moradores de Campina Grande fazem ato exigindo Vacina e auxílio emergencial de mil reais

Moradores protestam exigindo "Vacina para o povo já!" e "Auxílio emergencial de 1.000 reais até o fim da recessão!". Foto: Comitê de Apoio de Campina Grande - (PB).

No dia 8 de abril, os moradores do Bairro Três Irmãs, em Campina Grande, na Paraíba, realizaram um vigoroso ato de rua contra toda a situação de miséria e abandono que se encontra o povo. Levantando faixas e cartazes exigindo Vacina Para o Povo Já, Auxílio Emergencial de Mil Reais até o Fim da Recessão e Rebelar-se é Justo, a massa denunciou toda a situação de descaso generalizado que vivem naquele bairro e o genocídio perpetrado pelo Governo Militar de Bolsonaro e dos Generais, que no dia do ato o número de Brasileiros mortos pela Covid-19 alcançou o numero recorde de 4.249.

O ato teve início às 8h da manhã, em frente à Unidade Básica de Saúde Anaílda Carvalho Marinho. Na concentração, a massa composta principalmente de mulheres e mães, fizeram combativas falas denunciando a falta de atendimento médico, remédios e vacinas naquele posto. Uma delas colocou que desde março do ano passado o posto não tem médicos de plantão, e que é impossível conseguir ao menos um exame ou um remédio naquela unidade. Reafirmou ainda que não estavam exigindo nada menos do que o que lhes é de direito!

Moradores protestam exigindo "Vacina para o povo já!" e "Auxílio emergencial de 1.000 reais até o fim da recessão!". Foto: Comitê de Apoio de Campina Grande - (PB).

Em outra fala, uma mãe denunciou a situação de completo descaso e desprezo por aquela comunidade por parte da prefeitura. O bairro sequer tem número de CEP, e boa parte das ruas nem nome tem. Além disso, o transporte público é altamente precário e possui uma frota muito pequena destinada para lá, o que faz com que o tempo de espera de ônibus naquele local ultrapasse facilmente 1:30h.

O protesto teve início na frente da unidade de saúde do bairro três irmãs local onde faltam médicos e medicamentos, segundo os moradores. Foto: Comitê de Apoio de Campina Grande - (PB).

Um dos estopins que motivou a realização desse protesto, foi a questão referente ao recebimento de cestas básicas. Muitas das famílias daquele bairro são cadastrados em programas e auxílios do governo, e por conta disso têm direito ao recebimento de cestas básicas que são entregues às famílias pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Acontece que no dia 9 de Março, foi publicado no Diário Oficial do Estado da Paraíba, a adoção por parte do governo do estado de uma série de medidas emergenciais para “atenuar” os impactos decorrentes da Pandemia da Covid-19. Entre estas medidas, está a distribuição de 100 mil cestas básicas para pessoas em situação de vulnerabilidade social. No entanto, em portaria da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano – PORTARIA N°48/SEDH de 18 de março de 2021 – ficou previsto que estas cestas básicas não serão concedidas àqueles que recebem o Bolsa Famílias, excluindo milhares de famílias que estão em situação de vulnerabilidade. Ora, são justamente essas famílias que dependem desse mísero auxílio do Governo Federal que estão mais necessitadas nesse momento. Tal descalabro foi denunciado com muita veemência por uma das lideranças do bairro, que classificou como absurda a restrição do Governo do Estado. Pontuou ainda que as cestas básicas que o bairro normalmente já teria direito muitas vezes não chegam, e que muitos moradores dali brigam à anos para conseguir entrar no cadastro do Cras, coisa que sempre lhes é negado.

O protesto teve início na frente da unidade de saúde do bairro três irmãs local onde faltam médicos e medicamentos, segundo os moradores. Foto: Comitê de Apoio de Campina Grande - (PB).

Em meio à pior crise econômica da história do capitalismo burocrático e da pilha de mortos que cresce a cada dia, recentemente em pesquisa divulgada pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), mais de 116,8 milhões de pessoas estão em situação de Insegurança Alimentar ou passando fome do Brasil. Ou seja, metade dos brasileiros não tem como garantir que terão o que comer amanhã. É nessa situação que se encontram as famílias presentes no ato. Há que ressaltar que tal notícia foi levada à público no mesmo dia em que o Brasil acrescenta 11 novos bilionários no ranking da Forbes 2021. Tais fatos não são coincidência, pelo contrário, têm relação de causa e consequência. As dores da crise são sentidas principalmente pelas massas mais profundas desse país, enquanto do outro lado da colina, a grande burguesia e o latifúndio, serviçais do imperialismo, seguem lucrando às custas da superexploração do operariado e do campesinato pobre.

Moradores protestam exigindo "Vacina para o povo já!" e "Auxílio emergencial de 1.000 reais até o fim da recessão!". Foto: Comitê de Apoio de Campina Grande - (PB).

Após a concentração, o ato prosseguiu em direção às ruas. Organizados em fileiras e entoando a palavra de ordem “queremos vacina, para o povo já, abaixo o governo genocida e militar!”, os moradores fecharam uma das principais avenidas do bairro, onde se mantiveram firmes, o tempo todo fazendo falas até o fim da manhã. O Comitê de Apoio do AND esteve presente, ouvindo as principais reivindicações dos moradores, e fazendo agitação com edições novas e antigas do Jornal. Foram distribuídas mais de 30 edições, que tiveram grande receptividade pelas massas.

O protesto teve início na frente da unidade de saúde do bairro três irmãs local onde faltam médicos e medicamentos, segundo os moradores. Foto: Comitê de Apoio de Campina Grande - (PB).

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