Madvi Hidma, o terror dos reacionários indianos

Madvi Hidma. Foto: Reprodução

No início do mês de abril, guerrilheiros maoistas indianos, organizados no Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoista), mataram 23 soldados da reação e feriram outros 30 em um tiroteio com as forças de repressão. De pronto, o velho Estado indiano associou o comando dessa ação ao maoista Madvi Hidma, de aproximadamente 44 anos (1), membro do Comitê Central do PCI (Maoísta). 

A mídia reacionária indiana não fala em outra coisa. Colocaram uma recompensa pela sua captura. Começaram uma verdadeira caça a Madvi disfarçada de “caça ao terrorismo”. O velho Estado e os oportunistas do PCI “Marxista” acreditavam que o Comitê Central do verdadeiro Partido Comunista da Índia era velho e ultrapassado, que já não tinha capacidade de dirigir uma Guerra Popular nem de conquistar o poder. Tal ideia foi propagandeada no final do ano passado, na ocasião da suposta rendição do camarada Ganapathy. 

O surgimento de dirigentes como Madvi Hidma prova exatamente o contrário e é por isso que ocorre a atual perseguição contra ele. Os reacionários veem que a conquista do poder está cada vez mais próxima, e o avanço da Guerra Popular é prova disso. 

AFINAL, QUEM É MADVI HIDMA? 

Nascido em Purvatti, no sul de Sukma, ele entrou no Partido Comunista bem jovem e logo se destacou. Chamado pela reação de Lorde do Corredor Vermelho (2), é acusado de vários ataques às forças de segurança de Chhattisgarh, estado indiano onde o PCI é extremamente atuante e controla grande parte das áreas (14 de 27 áreas). Conhecido como grande estrategista militar, se tornou um comandante de área e um membro ativo do Comitê Regional de Dandakaranya. 

Foi preso em 2016, juntamente com outros seis companheiros, mas era considerado (pela polícia) um membro não tão importante na hierarquia do Partido. Posteriormente, foi eleito para o Comitê Central  com apenas 36 anos, se tornando o mais jovem membro a entrar no CC do Partido. É acusado pelo velho Estado indiano de ataques famosos contra as forças de repressão. Entre eles estão o ataque maoista de 2010, que matou 76 policiais em Dantewada, o ataque de 2013 em Darbha valley contra líderes do velho Estado indiano, que matou 27 reacionários, dentre eles o chefe do congresso de Chhattisgarh Nand Kumar Patel, e o ataque de 2017, que matou 26 policiais em Sukma. 

Não é de hoje que Madvi Hidma é procurado pelo velho Estado. O próprio tiroteio recente travado entre os membros do PCI e a reação foi resultado de uma emboscada contra policiais que, segundo informações, tinham como objetivo em sua operação capturar Madvi. 

A VITÓRIA DA GUERRA POPULAR É INEVITÁVEL 

Os avanços da Guerra Popular na Índia fazem parte da ofensiva estratégica da revolução proletária mundial. A conquista do poder pelos maoistas na Índia constituirá avanço imprescindível para a destruição final do imperialismo e da reação no mundo todo. A reação não pode mais segurar a rebelião dos povos, ainda mais em um país de um bilhão de habitantes. 

Como disse o Presidente Gonzalo: 

Estamos entrando na ofensiva estratégica da revolução mundial. Os próximos 50 a 100 anos serão do varrimento do domínio do imperialismo e de todos os exploradores. É a história que não pode voltar atrás. Nas mãos da classe operária, nas direções dos Partidos Comunistas, na força do campesinato pobre, sustento mesmo da guerra popular que crescerá mais a cada dia até derrubar a velha ordem. (3) 


Notas:

1- As informações dos jornais da reação variam entre 32 e 55 anos.

2- Corredor Vermelho é o nome dado às áreas da Índia controladas pelo PCI (Maoísta).

3- Somos os Iniciadores, 1980, discurso do Presidente Gonzalo no encerramento da Primeira Escola Militar do Partido Comunista do Peru.

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