RN: Denúncias de fraude no processo eleitoral na UFRN mobilizam estudantes

Em nota, a Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia (ExNEPe) relatou em nota evidências de fraudes durante a eleição para a Coordenação da faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Os estudantes afirmam que o fato “mostra o quão deplorável é o estado que se encontram nossas instituições de ensino” e lançam o convite ao movimento estudantil combativo para que participe e “tome rédeas com posições coerentes com os estudantes e com nosso povo”.

A entidade inicia afirmando que o processo para a eleição da coordenação é “um processo deveras forjado na fraude e na exclusão da já quase inexistente participação estudantil”. Nesse processo, segundo o estatuto, é obrigatório a presença de pelo menos um membro do Centro Acadêmico (CA) para organizar a eleição. Porém o que ocorreu foi que durante uma deliberação administrativa, os interessados em realizar um processo esvaziado e sem ampla participação democrática dos estudantes e profissionais da educação não cumpriram isso. Por consequência, para viabilizar o processo, acabaram “escolhendo um integrante que jamais fora comunicado ou sequer chamado para nenhuma reunião deliberativa como parte dessa única cadeira e enviando documentos que precisariam da assinatura de integrantes do C.A (segundo o mesmo estatuto) sem as respectivas assinaturas”, segundo a nota.

A Executiva lembra, ainda, que: “essa medida diante de um estado marcado por intervenções como as da UFERSA e do IFRN, mostra o quão deplorável é o estado que se encontram nossas instituições de ensino, precisando mais do que da participação ativa de um movimento estudantil combativo, que tome rédeas com posições coerentes com os estudantes e com o nosso povo.” Nos dois casos, o da Universidade Federal do Semi-Árido (UFERSA) e o do do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

No primeiro, ocorrido em agosto de 2020, o governo federal ignorou a votação da comunidade acadêmica, passando por cima do processo eleitoral democrático realizado na universidade e escolhendo a terceira colocada nas eleições para reitoria da instituição. A interventora Ludimilla Oliveira ficou com somente 18,33% dos votos, atrás tanto do professor Rodrigo Codes (que obteve 37,55%) e de Jean Berg (com 24,84%).

Já no IFRN, a nomeação ocorreu em abril de 2020 com a nomeação de um nome que sequer disputou a eleição. O escolhido pelo Ministério da Educação (MEC), que ainda tinha à época como cabeça da pasta o reacionário Abraham Weintraub, foi Josué de Oliveira Moreira, que foi nomeado para o cargo de reitor pro tempore.

Tratando da necessidade de uma mobilização estudantil que enfrente os ataques do governo militar de Bolsonaro/generais, a ExNEPe aponta que “é preciso de um movimento estudantil que exponha quanto a: 1- A pandemia não ser nenhum sinônimo de imobilismo, os direitos que não tínhamos antes continuamos sem ter atualmente; 2- É extremamente benéfico para o atual governo que nos mantenhamos em total imobilismo, pois eles desde sempre estiveram contra a democracia universitária, então por que hoje, com um exclamado programa de genocídio contra nosso povo seria diferente? – e também mais não menos importante -; 3- Não há e nem nunca houve no nosso país um exercício coerente da participação estudantil nos processos administrativos das universidades.”

Como conclusão, a nota de lutar contra “os absurdos que continuamos vivenciando contra a educação brasileira, como o projeto de Educação a Distância”, ataques do governo que são “uma imposição política (não uma necessidade) que claramente é fracassada nos mais diversos níveis e como todas as intervenções”. E ainda realizando o chamamento para que “a luta contra qualquer retirada de nossos direitos como estudantes seja, sem distinções, a mesma luta contra o projeto da educação a distância”.

A reitoria da UFRN foi alvo da intervenção do MEC de Bolsonaro/generais. Foto: Reprodução

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Paula Montenegro
Taís Souza
Rodrigo Duarte Baptista
Victor Benjamin

Ilustração
Paula Montenegro