400 mil mortes: um genocídio consciente e planificado

Morte e fome à vontade foi a ordem dada pelo governo reacionário em meio à pandemia de Covid-19. Foto: Miguel Schincariol

O dia 29 de abril sela uma marca sinistra da história do país: 401.417 mortos, em números oficiais (portanto, subestimados), vitimados pela pandemia de coronavírus.

Que pandemias na história da humanidade já protagonizaram episódios mais cruentos, ninguém questiona. Mas, tal pandemia, nesse estágio do desenvolvimento da civilização humana em que nos encontramos, de meios altamente desenvolvidos para atenuar os rompantes da natureza, torna-se mais absurda que qualquer outra. É a demonstração patente de que este sistema de capitalismo burocrático não é capaz de satisfazer as necessidades humanas; é, pois, prenúncio de sua falência completa.

Mas, não se trata apenas da falência de um regime econômico e político por si mesmo, apenas. Trata-se de um genocídio conscienciosamente planificado, com nítidos objetivos políticos, que é, por isso mesmo, sintoma da falência de todo o sistema. “Que a mortandade e a fome explodam à vontade!”, foi a palavra de ordem não dita desse arremedo de governo, composição de generais de quatro estrelas golpistas e um capitãozinho medíocre. Os primeiros, conciliando e embarcando em tal genocídio para não dividir as Forças Armadas; o segundo, sabotando deliberadamente de todas as formas possíveis as medidas sanitárias, sociais e os negócios para obter vacinas. O objetivo? Caos. Criar o caos que obrigue os generais anticomunistas a compor com ele uma intervenção militar completa.

Pela continuação das sabotagens, a pandemia ainda perdurará, no Brasil, um período relativamente longo. Centenas de milhares de outras vidas serão ceifadas pelo plano fascista. Tal como as mortes, apesar da mistificação bolsonarista, crescerá nas massas populares de todo o país a sede de justiça. Os reacionários pagarão por seus crimes.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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