Protestos pró-Palestina prosseguem internacionalmente

O mundo continua a se mobilizar para prestar solidariedade internacional com a Palestina, que tem resistido heroicamente aos ataques desproporcionais e brutais de Israel desde o início do Ramadã (12 de abril). Na última semana, manifestações foram registradas em todo o globo frente aos bombardeios atrozes de Israel na Faixa de Gaza, onde já somam mais de 200 mortos – incluindo 61 crianças – e aos ataques contra palestinos nos territórios ocupados, como na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

Em Doha, capital do Qatar, milhares de bandeiras foram erguidas por manifestantes  no dia 15/05. "Estou tomando uma posição contra o genocídio perpetrado por Israel no nosso país. Faremos o que for preciso para libertar o nosso país... Como não podemos estar lá pessoalmente, estamos hoje aqui neste protesto... Estou muito revoltado, muito desolado com o que está acontecendor", disse Reem Alghoul, um palestiniano que vive em Doha, ao monopólio de imprensa Al Jazeera.

No Estados Unidos (USA), manifestantes pró-Palestina tomaram as ruas de Los Angeles, Nova Iorque, Boston, Filadélfia, Atlanta e outras cidades dos EUA no dia 15/05 para exigir o fim dos ataques aéreos de Israel sobre a Faixa de Gaza.

Milhares de pessoas bloquearam o trânsito numa grande via em Los Angeles enquanto marchavam até o consulado israelense. Os manifestantes carregavam cartazes com os dizeres Palestina livre!, e gritavam Viva a Intifada!, termo que representa a insurreição dos palestinos contra os abusos promovidos pelos israelenses.

Um protesto reuniu milhares de apoiadores da causa palestina na localidade de Bay Ridge, Brooklyn, em Nova Iorque, bairro que possui uma grande comunidade árabe e palestina, e continuou pelas ruas durante várias horas nesse dia. As filmagens postadas na internet mostram manifestantes subindo aos postes de luzes das ruas para agitar bandeiras, enquanto outros soltavam fogos de artifício. A marcha terminou com um bloqueio de avenida.

"De Gaza a Jerusalém - Apoie a Resistência Palestina - Retorno e Libertação" diz uma faixa na marcha de apoio à Palestina, em Los Angeles, USA. Foto: Ringo H.W.

Em Paris, capital da França, centenas se reuniram no bairro dos Barbes, no norte da cidade, no dia 15/05. Pouco antes, o ministro do interior da França havia proibido os protestos em solidariedade à Palestina, uma vez que o governo de Emmanuel Macron se juntou à extrema-direita francesa na demonização da esquerda e dos movimentos anti-racistas, acusando-os de "islamo-esquerdismo". Cerca de 4,2 mil agentes de repressão foram mobilizados para dispersar a manifestação, se utilizando de gás lacrimogêneo e canhões de água. Uma série de caçambas de lixo foram incendiadas, e objetos da rua foram utilizados para os manifestantes montarem barricadas. Em resposta à violência policial, os manifestantes atiraram pedras e outros projéteis foram lançados contra as forças da repressão.

Já no Canadá, milhares de manifestantes reuniram-se em Toronto para expressar o seu apoio aos palestinianos em Gaza. A polícia estima que o número de pessoas presentes na manifestação, organizada pelo Movimento da Juventude Palestina, se situe entre 2.500 e 5.000.

A polícia montou barricadas para separar um contra-protesto pró-Israel de cerca de 100 pessoas. Os manifestantes pró-israel tentaram criar distúrbios porém falharam.

Na Caxemira ocupada pela Índia, o povo demonstrou grande solidariedade internacional com a Palestina, apesar da grande repressão à que estão submetidos. A polícia reprimiu manifestantes com bandeiras e cartazes pró-Palestina na cidade de Srinagar e deteve pelo menos 20 deles.

A polícia disse que "não permitiria cínicos enclaves de revolta pública para desencadear violência, falta de cumprimento às leis e desordem nas ruas de Caxemira".

"Como podemos ficar calados quando eles [Israel] estão matando crianças em Gaza. Todos os humanos na terra deveriam defendê-los. Trata-se de mostrar humanidade e solidariedade.", disse um residente de Srinagar, de 25 anos, à Al Jazeera.

Um bairro da capital Srinagar decidiu expressar sua solidariedade e pediu a Mudasir Gul, um artista profissional, para realizar um graffiti. O artista de 32 anos de idade, que ganhava a vida principalmente com arte em lataria de caminhões e fachadas de lojas, pintou o rosto de uma mulher chorando, usando a bandeira da Palestina como lenço, e escreveu: Nós Somos Palestina!. O artista foi preso sob a “Lei de Segurança Pública” do governo indiano por realizar o graffiti.

Em Londres, Inglaterra, uma marcha realizada no dia 15/05 reuniu cerca de 150 mil pessoas, que protestaram desde o Hyde Park, no centro de Londres, até a embaixada de Israel, onde um palco temporário foi montado para que as pessoas pudessem fazer discursos e se manifestar. 

Participantes do ato erguiam placas com os dizeres Palestina Livre! Existir! Resistir! Retornar!, e acendiam sinalizadores vermelhos e verdes, cores da bandeira palestina. No total, 13 manifestantes foram detidos enquanto resistiam à tentativa das forças da repressão de dispersarem o ato, que estima-se ter sido o maior protesto pró-Palestina da história do país. 

Manifestantes cercam a polícia após repressão ao protesto em Londres.Foto: Maciek Musialek

Em Berlim e cidades como Frankfurt, Leipzig e Hamburgo, atendendo ao chamado da Rede Samidoun de Solidariedade aos Presos Políticos Palestinos, milhares de pessoas marcharam na Alemanha. Os manifestantes responderam com lançamento de pedras e garrafas às agressões e tentativas de dispersão por parte da polícia.

No Marrocos, protestos eclodiram em 46 cidades. A organização Frente Marroquina de Apoio à Palestina e Contra a Normalização chamou aos protestos com a participação de mais de 15 grupos da sociedade civil.

Na capital Rabat, centenas de manifestantes reuniram-se no exterior do parlamento marroquino entoando palavras de ordem de apoio aos palestinos. Também queimaram bandeiras israelenses e denunciaram os quatro governos árabes que normalizaram as relações com Israel durante o ano passado, incluindo o do próprio Marrocos.

No início deste mês, o Ministro dos Negócios Estrangeiros marroquino Nasser Bourita tornou-se o primeiro alto funcionário árabe a frequentar um evento organizado pelo grupo de lobby pró-Israel do USA, o AIPAC (Comité Americano dos Assuntos Públicos de Israel).

No Irã, uma manifestação com dezenas de pessoas ocorreu no dia 18/05, em que foram queimadas bandeiras do USA e de Israel. 

Na cidade de Atenas, Grécia, a polícia grega disparou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar uma manifestação pró-Palestina no dia 15/05. Centenas de pessoas, entoando Liberdade para a Palestina! e agitando bandeiras do país, marcharam até a embaixada de Israel, que já se encontrava cercada por carros da polícia.

Em Madri, Espanha, cerca de 2,5 mil pessoas marcharam até à praça Puerta del Sol, no centro da cidade, pelo fim da ocupação de Israel na Palestina.

No Quênia, em 14/05, centenas de pessoas reuniram-se em Nairobi mostrando seu apoio aos palestinos. Já na Líbia, vários grupos de muçulmanos organizaram um protesto em apoio aos palestinos que ocorreu na praça dos Mártires, na capital Trípoli, após as festividades do feriado muçulmano de Eid al-Fitr, no mesmo dia. Também foram registrados protestos na Mauritânia e na Argélia

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