Imperialismo ianque impulsiona guerra contra os palestinos enquanto cinicamente defende 'paz'

O cinismo do imperialismo ianque ficou escancarado para todos verem. No dia 17 de maio, o governo reacionário do Estados Unidos (USA) aprovou um acordo de venda de armas para Israel no valor de 735 milhões de dólares. Concomitantemente, a potência hegemônica única bloqueou pela segunda vez uma declaração conjunta do Conselho de Segurança das Nações Unidas que pedia um cessar-fogo imediato entre Israel e o Hamas. A proposta para a venda milionária havia sido feita no congresso ianque no dia 5 de maio. 

Israel bombardeia Gaza em maio de 2021. Foto: Anas Baba

Armas do USA executam palestinos na Faixa de Gaza

O grosso da venda proposta a Israel, de acordo com três pessoas ligadas ao Capitólio, é de Munições de Ataque Direto Conjunta (ou JDAMs, na sigla em inglês) – kits que transformam as chamadas bombas "burras" (de queda livre) em mísseis guiados com precisão.

As JDAMs são amplamente utilizadas por Israel contra alvos civis na Faixa de Gaza, sob o argumento de que os locais bombardeados seriam utilizados por forças do campo da Resistência Nacional palestina, como o Hamas e a Jihad Islâmica.

A venda também inclui bombas de pequeno diâmetro GBU-39, que também são usadas contra palestinos, de acordo com duas pessoas que falaram sob a condição de anonimato para poderem divulgar informações confidenciais.

A administração deve informar o congresso sobre essas vendas comerciais de armas. Uma vez feita a notificação formal, os legisladores têm 15 dias para se opor com uma resolução de desaprovação.

No entanto, o congresso ianque nunca conseguiu bloquear uma proposta de venda de armas por meio de uma resolução conjunta de desaprovação, de acordo com o Serviço de Pesquisa do Congresso. O ex-presidente ultrarreacionário Donald Trump vetou três resoluções aprovadas pelo Congresso em 2019 para impedir a venda de armas em benefício da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, depois que a Câmara e o Senado votaram pelo bloqueio dos negócios de armas no valor de mais de 8 bilhões de dólares.

Nas mãos do USA, ONU não condena ataques à Gaza

Em uma terceira reunião de emergência em uma semana do Conselho de Segurança da ONU, o USA vetou pela segunda vez uma declaração conjunta pelo cessar-fogo entre Israel e Palestina.

O Conselho de Segurança da ONU, aparente “organismo multilateral que preza pela harmonia e cooperação entre as nações”, dispõe do poder de veto aos imperialistas que a controlam (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França) permitindo-lhes evitar a adoção de qualquer projeto "adicional" pela Resolução do Conselho, independentemente do apoio internacional para o projeto. Ou seja, isso contradiz diretamente a suposta fachada “democrática” do organismo.

E o USA, ao mesmo tempo que assumiu a condição de superpotência hegemônica única, tornou-se de longe o usuário mais frequente do veto, principalmente em resoluções negativas referentes a Israel, desde 2002.

A “Doutrina Negroponte” [Em referência à John Negroponte [1], representante permanente do USA na ONU de 2001 à 2004] tem sido aplicada para o uso de veto sobre as resoluções relativas à ocupação sionista. Este tem sido um motivo constante de atrito entre a Assembleia Geral (não restrita apenas aos países imperialistas) e o Conselho de Segurança.

Em 18 de fevereiro de 2011, a administração de Barack Obama vetou resoluções condenando os assentamentos israelenses.

[1] John Negroponte é um diplomata ianque, agente da CIA, que já fora enviado para Vietnam, Honduras, Nicarágua, Iraque, e classificado pelo Congresso da União do México como persona non grata. No Vietnam, Negroponte ficou a cargo do Programa Fênix (responsável por tentar exterminar os guerrilheiros e comunistas) e foi Conselheiro de Segurança Nacional para a secção encarregada do Vietnam. Foi responsável pela coordenação de operações contrarrevolucionárias enquanto embaixador em Honduras e na Nicarágua e foi um dos organizadores da Operação Condor no Chile.

Imediatamente após os atentados de 11 de setembro de 2001 foi nomeado por George W. Bush como Representante Permanente junto das Nações Unidas, e mais tarde embaixador no Iraque, em abril de 2004, depois do assassinato de Saddam Hussein.

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