MA: Camponeses barram a ação de 22 pistoleiros durante invasão à comunidade

Camponeses barram destruição desencadeada pelo ataque de pistoleiros a mando do latifúndio. Foto: Reprodução

No dia 19 de maio, camponeses resistiram a invasão de um bando armado com 22 pistoleiros, que a mando do latifúndio, tentaram invadir a comunidade tradicional Gameleira, no município de Brejo, no leste do Maranhão, na fronteira com o Piauí, onde vivem cerca de 60 famílias. 

O ataque foi preparado na noite anterior quando o bando cortou as cercas das roças e deixou perto da comunidade uma grande corrente. No dia seguinte, portando armas de fogo e spray de pimenta, tentaram entrar com um trator sobre a roça, mas foram impedidos pelos moradores. 

Eles usaram uma grande corrente em outra área da comunidade, para destruir a vegetação presente, algumas casas foram destruídas durante o ataque. Os camponeses já haviam retirado tratores colocados pelo latifúndio na área. 

Correntes usadas para tentar destruir plantações. Foto: Deca/Maranhão

Tratores foram removidos pelos camponeses. Foto: Deca/Maranhão

A comunidade tem cerca de 120 anos e há 20 luta contra o latifundiário sojeiro e grileiro de terras, Gilmar Lunelli de Freitas, dono da empresa Masul Agrícola.

Em entrevista ao portal De olhos nos ruralistas, os camponeses declararam que receberam ameaças de Freitas. “Ele disse que tinha poder, arma e dinheiro, e que a justiça estava do lado dele”, afirmaram.

Diversas outras comunidades já sofreram ameaças e intimidação pelo latifundiário, entre elas as comunidades de Viado Branco, Água Branca, Centro das Teixeiras, Ingá, Guarimã, Macaco dos Vitos, Corrente, Panela, Mata de Baixo e Mata de Cima.

O grileiro de terras, Gilmar, usou a camponesa Jeane Oliveira Silva, moradora do povoado Lagoa dos Pinheiros, também em Brejo, como laranja e a mesma só descobriu a falcatrua após tentar regularizar sua situação referente ao bolsa família na previdência social. Em seu nome constava a aquisição de uma terra de 119,10 hectares, localizada no Maranhão, terra que constava também como vendida a Gilmar, posteriormente.

A camponesa nunca soube da aquisição, menos ainda da venda, mas conta que já foi obrigada a assinar documentos sob ameaça de demissão do marido. Ele havia trabalhado para o grileiro entre os anos de 2008 e 2012.

Ao menos 15 multas emitidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) contra o latifundiário por descumprir leis ambientais, estas somam o valor de R$ 1,8 milhões.

Gilmar Lunelli de Freitas, latifundiário sojeiro e grileiro de terras. Foto: Reprodução

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