RJ: Protesto eclode contra fechamento da emergência do Hospital Federal do Andaraí e desnuda o projeto de desmonte da Saúde

Manifestação em abril denunciou o sucateamento dos hospitais federais no Rio. Foto: Mayara Alves.

No dia 2 de junho um protesto eclodiu contra o fechamento da emergência do Hospital Federal do Andaraí (HFA), localizado na zona norte do Rio de Janeiro (RJ). O ato foi organizado por moradores do Complexo do Andaraí e contou com a participação de representantes dos bairros vizinhos, profissionais da saúde, pacientes e funcionários do hospital.

No ato, os manifestantes expressaram sua indignação diante do fechamento da emergência do HFA, uma das principais referências da rede federal no Rio, exibindo faixas e cartazes em favor da unidade com os dizeres: “Hospital Federal do Andaraí, vai ter luta!!!”, “Salgueiro presente a favor da vida!!!”, “Complexo do Morro dos Macacos, Pau da Bandeira e toda Vila Isabel na luta por saúde e qualidade de vida” e “Saúde é um direito de todos!”.

Descaso com a saúde do povo

Atualmente, dos 321 leitos da unidade, 75 estão impedidos por falta de insumos médicos, de recursos humanos e problemas estruturais. “A emergência foi fechada, eles passaram pro quarto andar somente para atender pacientes com Covid. Mesmo que o paciente chegasse sangrando, com febre, vômito, eles mandavam procurar outro hospital”, relatou um funcionário do HFA em entrevista cedida ao monopólio de imprensa G1. 

Com o fechamento da emergência, os moradores da região que buscam assistência médica na unidade não estão sendo atendidos. “Eu estou tomando remédio por conta própria, por conta da dor porque dói muito. Eu vou ter que esperar morrer para ser atendida?”, questionou a dona de casa Maria Raimunda Sá, diagnosticada com câncer de cólon em estágio avançado há dois meses. Ela procurou o HFA devido a um sangramento, mas de acordo com sua filha, não conseguiu atendimento.

Desde o início de maio, Maria das Neves, 68 anos, está internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Magalhães Bastos aguardando transferência para uma vaga na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A família conseguiu autorização judicial, mas até agora nada. “Minha mãe só não morreu porque os médicos são maravilhosos e estão fazendo de tudo para salvar a vida da minha mãe, mas não tem recursos. Minha mãe precisa de uma vaga na UTI, onde a Saúde está um caos no Rio de Janeiro e não consegue transferir a minha mãe. Muito triste, muito triste mesmo”, contou Emirilayni da Silva Matias, filha de Maria das Neves.

Como o HFA há diversas outras emergências de hospitais federais do Rio que estão sendo esvaziadas e fechadas devido ao desmonte promovido pelo governo federal. A falta de insumos, medicamentos, funcionários e de condições apropriadas de trabalho é uma realidade imposta. Segundo Christiane Gerardo, diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde e Previdência Social do RJ (Sindsprev/RJ), o colapso da rede de saúde federal do Rio de Janeiro não se trata de mero acaso, “é uma política para matar gente”.

 Ato de usuários e trabalhadores da saúde contra o fechamento do Hospital Federal de Bonsucesso, em novembro de 2020. Foto: Jaqueline Deister

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