USA: Governo de turno de Biden promove novos ataques contra migrantes e nações oprimidas

Exército da Guatelama reprime imigrantes tentando chegar ao USA em janeiro de 2021. Foto: Johan Ordonez

O governo de turno do chefe do imperialismo ianque, Joe Biden, promoveu novos ataques contra os milhares de migrantes que vão para o USA em busca de melhores condições de vida. A vice de Biden, Kamala Harris, realizou uma viagem de três dias na primeira semana de junho aos países de Guatemala, El Salvador e Honduras para exercer pressão nos países e povos para barrar a imigração rumo ao USA e aprofundar a dependência econômica e dominância política dos ianques nesses países. 

O próprio Joe Biden, no mesmo mês, requisitou mais fundos para a agência de Imigração e Fiscalização Alfandegária (ICE, na sigla original) do que a média dos orçamentos para a ICE nos 4 anos do governo de Trump.

Ao mesmo tempo em que combatem a imigração, são os imperialistas que provocam a fome e a miséria que induzem ao êxodo dos povos de suas casas e países, buscando os direitos mais elementares, como emprego digno, alimentação, etc.

Harris pressiona países da América Central e aprofunda laços com governos lacaios

Os três países visitados pela vice imperialista são de onde provém a maioria dos migrantes. "O Estados Unidos continuará a aplicar nossas leis e a proteger nossas fronteiras", disse Harris. "Se você vier para nossa fronteira, será devolvido "Não venha, não venha", demarcou.

"O Presidente e eu concordamos em continuar nosso trabalho para administrar a migração nas fronteiras norte e sul da Guatemala", disse ela.

"Também discutimos drogas ilícitas que estão sendo contrabandeadas e humanos que estão sendo traficadas através dessas fronteiras, minando a segurança tanto da Guatemala quanto do povo do Estados Unidos". Acrescentou a ianque, tentando dar caráter criminoso para a imigração, que é majoritariamente composta por famílias desesperadas.

Harris também afirmiu que o USA ajudaria a criar uma força-tarefa contra contrabando e tráfico humano, bem como uma força-tarefa anticorrupção, encarregada de “apoiar e treinar promotores locais para criar um judiciário independente que enraizasse nossas redes de [investigação à] corrupção no país”.

O que a imperialista não revelou e que está por trás de sua fala, é que, na verdade, as “forças-tarefas” ianques em países alheios servem, na verdade, para aprofundar os tentáculos da sua dominação através do treinamento de burocratas, juristas, agentes das forças de repressão e diversos outros para servir aos interesses ianques nos países subjugados.

Exemplo claro disso foi o escândalo da lava-jato no Brasil, revelado que foi o projeto dos órgãos de inteligência ianques para tentar controlar a política brasileira e o ânimo das massas sobre o velho Estado, desmoralizado que estava com a corrupção descarada e incapaz de ter qualquer controle sobre os “de baixo”, após os protestos de 2013, que não com a força das baionetas.

Organizações não-governamentais, serviçais do imperialismo, colocaram a corrupção generalizada da Guatemala no topo de sua lista de preocupações logo antes da visita de Harris. Mostrando claramente sua subserviência às urgências dos interesses políticos ianques.

O governo de turno de Biden prometeu um plano de 4 bilhões de dólares para “impulsionar o desenvolvimento na região” e 310 milhões em “ajuda humanitária”. Ao contrário de ser uma boa ação, isso apenas aprofunda a dívida econômica e política desses países com o imperialismo hegemônico.

Harris disse que sua viagem à Guatemala demonstrou que a “administração Biden se concentrou no restabelecimento de laços com aliados em todo o mundo” e foi "um reflexo da prioridade que o presidente Biden colocou nesta região".

Essa região historicamente tem sido utilizada pelo imperialismo ianque como “porta de entrada” para suas operações na América Latina. 

Na própria Guatemala, o exército do país cometeu o genocídio de mais de 20 mil pessoas mortas e desaparecidas com a ajuda e tutela do Estados Unidos. Não coincidentemente, após um relatório de 1999 encomendado pelas Nações Unidas determinar que esse número constituía um genocídio contra o povo Gatemalteco, a Escola das Américas que atuava no Panamá fechou brevemente antes de reabrir um ano depois com um novo nome: Instituto de Cooperação de Segurança do Hemisfério Ocidental (WHINSEC), e continuou a treinar militares, policiais, guardas de fronteira e civis de toda a América Latina e Caribe, na base militar em Fort Benning.

Já em El salvador, por exemplo, sob controle do Comando Sul, existe até os dias atuais uma “Localidade de Segurança Cooperativa” (órgão ianque para vigilância, controle e ação sobre a América Latina).

Em Honduras, o Estado imperialista ianque apoiou o golpe de Estado de 2009, que deixou como legado o governo de Juan Orlando Hernández: lacaio ao USA que largou as massas à profunda miséria, fome e desemprego, com taxas de todas mazelas sociais como homicídios e estupros atingindo níveis absurdos, e Hernández enterrado até o pescoço em denúncias de corrupção e ligações ao tráfico de drogas internacional.

Biden pede por mais mais dinheiro para deter e deportar imigrantes 

Sob a proposta fiscal de Biden para 2022, a ICE receberia 7,9 bilhões de dólares, mais da metade dos quais seriam destinados à detenção e deportação de imigrantes. 

O pedido de orçamento de Biden para o ano fiscal 2022 pede ao Congresso 52,17 bilhões de dólares para o Departamento de Segurança Nacional (DHS, na sigla original). Desse total, 7,99 bilhões de dólares são para a ICE.

Isso representa um aumento de 18 milhões de dólares sobre os níveis decretados para o ano de 2021. 

Pode-se dizer também que é um aumento de 312,2 milhões de dólares sobre a média do governo Trump para o financiamento da ICE. Ou um aumento de 916 milhões de dólares sobre o primeiro orçamento do Trump (de 2018). 

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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