Em resposta ao corte de verbas, estudantes do Colégio Pedro II organizam protesto

Estudantes do Coletivo CP2 em Luta realizaram colaço de faixas em repúdio aos cortes de verba e contra a tentativa de censura do próprio reitor do Colégio. Foto: Banco de Dados AND

No dia 14 de Junho de 2021 o Coletivo CP2 em Luta do Colégio Pedro II (CP2) – Campus Niterói organizou um protesto em frente ao campus para denunciar o corte de verbas de R$ 7 milhões efetuado pelo Governo Federal – MEC, e para reivindicar a volta às aulas com segurança sanitária, o fim do Ensino à Distância e o direito de se manifestar politicamente dentro do Instituto Federal.

Faixa do Coletivo CP2 em luta em repúdio ao governo militar genocida de Bolsonaro e Mourão e também contra a censura do reitor Oscar Halac. Foto: Banco de Dados AND

Os estudantes ergueram faixas e cartazes com palavras de ordem como: Abaixo o Ensino Remoto! Aulas presenciais com segurança sanitária!, Contra o corte de verbas, defender o CP2 com unhas e dentes! e Fora Bolsonaro e Mourão! Abaixo a censura do Reitor déspota Oscar Halac!

Ao fim do protesto os estudantes também fizeram uma roda de leitura da nota Derrotar a imposição do EaD na escola pública do Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (MOCLATE), e reafirmaram o compromisso com a luta por uma educação pública, gratuita e democrática que esteja a serviço do povo.

Faixa colocada pelos estudantes do Colégio Pedro II repudiando o Ensino Remoto. Foto: Banco de Dados AND

Além disso, os estudantes demonstraram apoio ao Acampamento Manoel Ribeiro, em Rondônia, que vem sofrendo os piores ataques e ameaças do governo militar de Bolsonaro, erguendo um cartaz escrito “Liberdade para os 4 presos do acampamento Manoel Ribeiro”.

Os estudantes do Colégio Pedro II também expressaram sua solidariedade à luta camponesa. Foto: Banco de Dados AND

Os estudantes do Colégio Pedro II também expressaram sua solidariedade à luta camponesa. Foto: Banco de Dados AND

COM CORTE DE R$ 7 MILHÕES NOS IFES, COLÉGIO PEDRO II AMEAÇA FECHAR AS PORTAS

O Colégio Pedro II é uma instituição tradicional de mais de 180 anos e é considerada, no Rio de Janeiro, a Instituição Federal de referência para a educação básica, média e superior. Hoje o colégio conta com mais de 15 mil alunos, com 14 campi, sendo o campus do Centro tombado como patrimônio nacional e cultural.

Sua importância para a sociedade não data apenas da criação por Dom Pedro II, como também pelas lutas dos estudantes desde a década de 40. Nessas mobilizações que tomaram parte os estudantes do CP2, foram demonstradas a organização e a combatividade contra as investidas da burguesia e do imperialismo na educação pública. 

Cartazes em repúdio ao governo militar genocida de Bolsonaro e em defesa da educação de qualidade foram colados no campus de Niterói do Colégio Pedro II. Foto: Banco de Dados AND

O Reitor do Colégio, Oscar Halac, afirmou em nota que os cortes consecutivos do Governo Federal tem afetado cada vez mais nas estruturas do colégio, nos programas sociais de auxílio aos estudantes e no pagamento de contas que já se encontram inadimplentes pelo investimento de R$ 0 do governo ao CP2 em 2021. E que, se não forem pagas as verbas que faltam para o pagamento de contas de custeio,  o Colégio Pedro II terá de fechar as portas em setembro.

REITOR DO CP2 TENTA PROIBIR ESTUDANTES E SERVIDORES DE SE MANIFESTAR POLITICAMENTE NOS CAMPI DO INSTITUTO

Com os ataques cada vez mais diários do governo aos Ifes, às leis trabalhistas e aos servidores públicos, o Sindicato de Servidores do Colégio Pedro II (Sindscope) colocou uma faixa em frente ao Campus Realengo exigindo o fim do corte de verbas e Fora Bolsonaro e Mourão. 

O Reitor escreveu em nota que “não autorizou e não autorizará a colocação de faixas alusivas – com manifestações em apoio ou contrárias - ao Governo Federal nos campi da Instituição” e que determinará que a Corregedoria instaure processo de sindicância para apuração de responsabilidade do Diretor-Geral do Campus Realengo.

Sua tentativa de censura desmedida foi vista pela comunidade escolar  como um ataque à liberdade de expressão e manifestação dentro do Colégio, e como resposta, estudantes e servidores organizaram atos em frente aos seus campi contra essa atitude fascista do Reitor, que deixa evidente seu conluio com os ideais do governo de generais e Bolsonaro. 

Estudantes discutem os rumos da luta. Foto: Banco de Dados AND

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