Caxemira: Combatentes da Resistência Nacional mantêm ações contra o velho Estado indiano

Protesto contra a revogação do Artigo 370 da Constituição indiana, que concedia status especial a Jammu e Caxemira, em Islamabad, Paquistão, 06/08/2019. Foto: Muhammed Semih Uğurlu

Na noite do dia 2 de junho, na cidade de Tral, no sul da Caxemira ocupada, combatentes da Resistência Nacional caxemire mataram a tiros um líder local do partido fascista hindu Bharatiya Janata (BJP), ao qual é filiado o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. 

A ação, que matou Rakesh Pandita, do BJP, ocorreu horas após o irmão de um combatente caxemire, Muhammad Amin Malik, ter sido executado por forças indianas dentro de uma delegacia de polícia. A delegacia ficava a 500 metros de distância do local onde o político foi morto, segundo o monopólio de imprensa alemão Deutsche Welle (DW).  

As forças caxemires contrárias à ocupação indiana têm intensificado suas ações contra o BJP desde agosto de 2019, quando o velho Estado indiano revogou a já limitada "autonomia" que era concedida à região da Caxemira, a única do país que possui população de maioria muçulmana. Desde então, 17 políticos do BJP foram mortos na Caxemira.

O partido de Modi é conhecido por sua islamofobia e sua perseguição à fração muçulmana da Índia, que engloba cerca de 14% da população, um total de 200 milhões de pessoas. Além disso, o BJP é conhecidamente ligado a grupos paramilitares hindus e chauvinistas, tais como o Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS). 

Leia mais: Índia: Modi e governo fascista continuam a perseguir muçulmanos

O primeiro assassinato de um político do BJP após a revogação do Artigo 370 – que dava à Caxemira um "status especial" – foi o do líder sênior Wasim Bari, morto a tiros junto com seu pai e irmão em julho de 2020, na área de Bandipora, no norte da Caxemira. 

Os caxemires dizem que o esforço do governo Modi para revogar a autonomia da região tornou o BJP extremamente impopular lá. À DW, a estudante universitária Zainub Nabi declarou: "Os partidos hindus de direita nunca foram bem-vindos na Caxemira, mas, depois de 2019, eles são vistos como inimigos declarados da Caxemira por causa da percepção de que querem provocar uma mudança demográfica na região".

No dia 12/06, segundo informações do monopólio de imprensa, um grupo de combatentes caxemires abriu fogo contra um grupo de policiais indianos perto do principal mercado de Sopore, na Caxemira ocupada, deixando dois agentes da repressão mortos. Dois civis foram mortos, sendo que os moradores da cidade denunciam que um deles foi assassinado por policiais depois de os combatentes já terem deixado o local do confronto. 

Durante os funerais dos civis mortos, centenas de pessoas participaram de protestos contra a dominação indiana sobre a Caxemira que eclodiram em Sopore. 

A região é dividida entre a Índia e o Paquistão, e o território do Himalaia é reivindicado por ambos em sua totalidade, ao passo que a maioria dos caxemires muçulmanos apoia a união do território como um país independente ou sob o domínio do Paquistão.  

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